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A catequese ao longo dos tempos PDF Imprimir E-mail

Olhando os caminhos percorridos pela evangelização, percebemos variadas formas de anúncio da Boa Nova. Nesta caminhada a Catequese sempre esteve presente na educação da fé.
Os tempos fizeram a catequese marcar mudanças e neste contexto podemos observar quatro fases com características próprias.

1º CATEQUESE - INICIAÇÃO À FÉ E À VIDA COMUNITÁRIA
(tempo dos apóstolos)

Foi o período do anúncio do evangelho feito pelos apóstolos.
Despertava para o seguimento de Jesus Cristo, como processo de conversão; vivência fraterna na comunidade; celebração litúrgica centrada na partilha da Palavra e do Pão e no cuidado com a vida de todos os necessitados.
Era uma catequese que conjugava a vida com a experiência de fé.


2º CATEQUESE - IMERSÃO NA CRISTANDADE
(mais ou menos do século V ao séc. XVI)

Toda a pessoa que nascia nesta sociedade já mergulhava na vida cristã. Não existia outra prática de fé reconhecida, senão a religião cristão. Aquilo tudo contribuía para a vivência religiosa: costumes, arte, música, devoções...
A pergunta principal era: - ¨O que devo fazer para alcançar a vida eterna?¨
* A fé estava ligada aos deveres cristãos;
* vivência cristã individualista e pouco comunitária;
* a catequese deixa de ser voltada à Palavra de Deus e perde sua força missionária;
* a vida cotidiana se mistura com a fé, porém sem muito compromisso transformador;
* o Batismo de crianças se generaliza e a catequese de adultos deixa de existir;
* a família, a pregação, a oração...eram responsáveis pela catequese.


3º CATEQUESE POR INSTRUÇÃO
(A partir do séc. XVI até o Vaticano II)

O cristianismo desse tempo se tornou enfraquecido, frente a uma vivência de fé sobre atos secundários: devoções, confrarias, procissões e sustentada por uma ignorância religiosa.
Foi, também, um tempo de grandes acontecimentos como: a Reforma Protestante, Concílio de Trento, descoberta da imprensa, ocupação das terras latino-americanas, difusão das escolas, mudanças no modo de pensar,...
Para fazer frente às exigências desse tempo, a catequese utilizava-se do catecismo, que se tornou o principal instrumento da difusão da fé. A catequese passou a chamar-se de doutrina.
· Assim a catequese sai da família e da igreja para ir ao meio escolar, como ensino obrigatório.
· O melhor cristão era aquele que mais sabia sobre religião e não aquele que se comprometia com a vida e a vivência da fé.
· A atenção era dada as crianças e não aos adultos.
· O importante era a fidelidade às fórmulas valorizando a exatidão e a clareza do ensino doutrinal.
· O catecismo tornou-se um referencial de segurança sobre as questões de fé.


4º CATEQUESE - EDUCAÇÃO PARA A FÉ E A VIDA
(A partir do Vaticano II até os nossos dias)

Frente a uma Catequese racional, fria, abstrata, centrada nas fórmulas, era preciso voltar às fontes e apresenta-la com um novo rosto adequado para os nossos tempos.
Com o Vaticano II, a Igreja abre suas portas para o novo e renova sua presença no mundo como sinal do Reino.
Em 1983, no Brasil, a catequese ganha um grande impulso com o documento da CNBB n.º 26 ¨Catequese Renovada¨, Orientações e conteúdos.
Nele se define a prática catequética:¨A catequese é um processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da Fé.
Sua finalidade é a maturidade da fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral, que deve acontecer já aqui e culminar no Reino definitivo¨ (CR 318).
Suas características principais:
· leva em consideração a pessoa e a comunidade;
· a Bíblia é o livro fonte;
· o adulto é o principal destinatário;
· centralizada no segmento de Jesus Cristo;
· privilegia a opção pelos pobres.

A catequese é elemento fundamental e constitutivo da Igreja e portanto para toda a Igreja e para todos (DGC 218).