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A Igreja Católica é rica? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pe. Pio Milpacher   
Entre todas as teorias de conspiração acerca da Igreja Católica, a afirmação de que ela seria uma potência financeira é das que mais subsiste em nossos dias e é habitualmente utilizada pelos seus detratores. Seria mesmo a Igreja Católica uma instituição bilhonária, potentosa de riquezas, à qual bastaria vender todos os seus supostos tesouros para com isso  acabar com a pobreza dos povos?

O Óbulo de São Pedro

 

O que é isso? É a coleta que será feita domingo em todas as igrejas para ajudar a manutenção da Cúria Romana.

“Como? O Vaticano não é rico”? Sim e não! É rico de igrejas, ornamentadas com obras de arte de valor enorme, de museus igualmente cheios de doações feitas por reis, príncipes, grandes artistas e benfeitores da humanidade, que doaram objetos preciosos à igreja em reconhecimento a Deus por graças recebidas.

Mas não são bens comerciáveis! Um dia (logo depois da guerra mundial) o Cardeal de Milão necessitava de dinheiro para reconstruir as igrejas da cidade, devastadas pelos bombardeiros. Foi pedir empréstimos aos bancos. Os banqueiros pediram quais bens a diocese tinha para hipotecar em caso de não restituição do empréstimo. O Cardeal era um homem santo, mas entendia pouco de negócios comerciais; ofereceu de hipotecar o dom de Milão. Uma catedral maravilhosa, de valor inestimável! Os banqueiros responderam: “Não é um bem comerciável! Quem a compraria? Tem só despesas de manutenção!”

Os tesouros de arte do Vaticano, não são como o dinheiro nos bancos, que dão renda; são bens que exigem manutenção caríssima! As ofertas dos turistas que os visitam devem ser empregadas para conservação e restauro destes tesouros. Quem entra nas igrejas antigas de S. Paulo, como a de S. Francisco, admira toda aquela decoração de madeira trabalhada artisticamente. Mas terá observado que desde anos estão técnicos trabalhando sobre os andaimes para salvar a madeira do cupim, da umidade, da poluição do ar, restaura-la e refazer as pinturas. E não é qualquer biscateiro que sabe fazer um trabalho semelhante!

No Vaticano trabalham mais de dois mil empregados: guardas, porteiros, faxineiras, funcionários das congregações romanas, que devem atender ao governo de um bilhão de católicos, coordenação de milhares de institutos religiosos, dioceses, seminários...

São em número menor do que os funcionários da prefeitura de Osasco; mas eles também não vivem de ar; devem ser pagos pelo serviço que prestam. Se servirem ao povo católico do mundo inteiro, é justo que os católicos contribuam ao sustento.

O mesmo argumento vale para as dioceses. O Bispo e a cúria diocesana trabalham para o povo da diocese; devem ser mantidos pelo povo, como o seminário que prepara os futuros padres. O povo contribui com o dizimo e as coletas. Por isso as paróquias dão a coleta do dia de S. Pedro à manutenção da igreja universal e dez por cento da arrecadação mensal à manutenção da diocese e do seminário. É justo que seja assim.

Mas somente em parte. O Estado deveria ajudar! Um dia, explicando a um operário que o Estado não ajuda em nada a igreja, ficou pasmado: “Como? A igreja que prega a honestidade, educa as novas gerações a evitar os vícios, prepara os jovens a formar famílias honestas e firmes, não recebe nenhuma ajuda do Estado? Não faz um serviço público?” Eu lhe respondi que o Estado não ajuda a igreja, nem quer ensino religioso nas escolas porque os anticlericais dizem que não todos os cidadãos têm religião. O homem rebateu: “Mas, se é por isso, o Estado não deveria financiar o carnaval, porque muitos preferem ir à praia em lugar de ver o desfile, nem deveria asfaltar as ruas de Vila Nova, porque não servem aos habitantes de Vila Velha! Dizer que a religião não se ajuda porque não todos a praticam é um argumento estúpido!”

 Reconheci que o homem tinha razão. E lhe expliquei: “Na instituição da República os anticlericais disseram esta besteira. Nós engolimos, porque é um mal menor do que o antigo padroado, quando o Rei ajudava, mas se arrogava o direito de nomear os Bispos, exigindo que tapassem a boca aos padres, para que não protestassem contra a escravatura, o massacre dos Índios, as roubalheiras dos políticos. É injusto que o Estado doe terreno para obras de lazer e não para construir igrejas e salas de catecismo. Mas, se desde um século temos aqui Bispos de grande valor e desde quinhentos anos no Vaticano se sucedem Papas maravilhosos, é porque a igreja ganhou a liberdade de escolher os melhores, sem a interferência dos políticos. A liberdade para a Igreja não tem preço!”- O homem entendeu e achou justo que o povo ajude a sustentá-la!