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A Imaculada Conceição de Nossa Senhora PDF Imprimir E-mail
Escrito por Maria Fernanda Barroca   

Celebra-se a 8 de Dezembro em todo o mundo católico a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, dogma de fé para os crentes que  consideravam Maria como Imaculada, mesmo antes da proclamação do dogma pelo Papa Pio IX.

Ao proclamar em 1894 o dogma, Pio IX escreveu : “(...) a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada imune de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição por singular graça e privilégio de Deus Omnipotente, em atenção aos méritos de Jesus Cristo Salvador do género humano”. Abro aqui um parêntesis para fazer a distinção entre «Imaculada Conceição» e «conceição virginal». Jesus foi concebido por obra do Espírito Santo, sem intervenção humana – Maria foi Virgem antes do parto, no parto e depois do parto. A isto se chama «conceição virginal». E o que significa «Imaculada Conceição? Significa que Maria foi concebida de um modo natural, dentro do matrimónio de Joaquim e de Ana, só que , desde o momento da sua conceição foi imune do pecado original, aquele pecado que é transmitido de geração em geração a todas as criaturas desde que os nossos primeiros pais desobedeceram a Deus. Não é pois um pecado cometido, mas transmitido. Nossa Senhora foi isenta em virtude da sua escolha para ser Mãe de Deus – o maior dos privilégios de Maria. A Redenção que Jesus Cristo nos alcançou com a Sua Paixão, Morte e Ressurreição, foi aplicada a Maria por antecipação. Quando Deus criou o homem quis revesti-lo da maior dignidade e por isso lhe deu a liberdade. Ao fazer mau uso dessa liberdade desobedecendo a Deus o homem fez entrar no mundo o pecado e ficou exposto à dor e à morte. Deus disse à mulher: “«Aumentarei os sofrimentos da tua gravidez, os teus filhos hão-de nascer entre dores. Procurarás com paixão a quem serás sujeita, o teu marido». A seguir disse ao homem: «Porque ouviste as palavras da tua mulher e comeste o fruto da árvore a respeito da qual eu te havia ordenado : ‘nunca deveis comer o fruto desta árvore’, maldita seja a terra por tua causa. E dela só arrancarás alimento à custa de penoso trabalho, em todos os dias da tua vida»”.(Gen 3, 16-17) Logo após a queda, Deus prometeu um Redentor, para vencer o mal. O Senhor disse à serpente: “Farei reinar a inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta esmagar-te-á a cabeça, ao tentares mordê-la no calcanhar”. (Gen 3 , 15) No Catecismo da Igreja Católica no nº 324 pode ler-se: “A permissão divina do mal físico e do mal moral é um mistério, que Deus esclarece por seu Filho Jesus Cristo, morto e ressuscitado para vencer o mal. A fé dá-nos a certeza de que Deus não permitiria o mal, se do próprio mal não fizesse sair o bem, por caminhos que só na vida eterna conheceremos plenamente”. O privilégio da Imaculada Conceição era festejado no Oriente já no século VIII, e no seguinte, no Ocidente. No século XV o Papa Sixto IV da Ordem Franciscana, seguindo as tradições dos seus confrades estendeu-a a toda a Igreja.  Nós portugueses temos uma obrigação muito particular de honrar a Maria na sua Imaculada Conceição, uma vez que Ela é a nossa Padroeira desde o tempo de D. João IV. Este em 25.03.1646 proclamou solenemente: «tomar como padroeira de nossos Reinos e Senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Comceição...confessar e deffender, te dar a vida, sendo necessário, que a Virgem Senhora May de Deus foi concebida sem pecado original».

O Rei ao fazer esta proclamação depositou aos pés de Nossa Senhora a sua coroa real e a partir daí mais nenhum rei português ousou usar a coroa, pois consideravam que ela pertencia a Nossa Senhora, feita Rainha e Padroeira de Portugal. O Solar da Padroeira foi a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, mandada construir em 1420 pelo Santo Condestável. Em 08.05.1671 o Papa Clemente X confirmou essa eleição, tendo o Papa Pio XI renovado a confirmação em 25.03.1936.