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Advento e Esperança PDF Imprimir E-mail

Dom Sinésio Bohn
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)


Numa reunião de prefeitos falou-se sobre a parceria entre Prefeituras e Igrejas cristãs. Depois de enumerar vários campos de cooperação, a maioria dos prefeitos concluiu que o papel mais importante da Igreja seria renovar a esperança do povo. Sem esperança, um povo não avança com ânimo. Para o poder público é difícil criar e realimentar a esperança.

O tempo que antecede o Natal é propício para devolver a esperança aos corações, às comunidades, à nação. Chama-se “Advento”. São as quatro semanas que antecedem o Natal de Jesus.

Advento, tempo de espera, de expectativa, de preparação, de comemorar a chegada de Deus. O povo de Israel mantinha-se coeso pela esperança do Messias. O povo cristão comemora o Messias que chegou. Como diz o Evangelho de João: “O verbo se fez carne e habitou entre nós”. Ou Lucas: “Não temais! Eis que vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo - Senhor” (Lc 2, 10-11).

Enquanto os cristãos preparam o Natal do Senhor, abrem o horizonte para o dia da vinda definitiva, que o Credo Apostólico descreve como “Para julgar os vivos e os mortos”. O Senhor que veio em nossa carne, prepara um mundo novo, “que olho nenhum viu, ouvido nenhum escutou, sentido algum experimentou o que Deus preparou para os seus”.

É a esperança baseada em Deus. No que Deus faz por nós. O Apóstolo Paulo falou isto de forma contundente: “Se Deus é por nós, quem será contra nós”? (Rom 8,31).
A esperança cristã desperta o desejo de voltar para Deus, de acolher aquele que se diz: “Emanuel”, Deus conosco. Não se enterrar simplesmente nas coisas que passam e que se consomem no túmulo, no cemitério. Abrir-se para o transcendente, para valores espirituais, para imitar o Filho de Deus, que nos amou até o fim.

A esperança cristã é solidária. Anela um mundo novo para todos, feito de dignidade, de amor e de paz. Um sonho, que é compromisso. Uma utopia que é missão.
Enquanto os cristãos renovamos nossa esperança baseada no poder e na fidelidade de Deus, procuramos testemunhar na família e na comunidade um mundo segundo Deus.


Disponibilizado pela CNBB em 6/12/2003