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As seitas voltam a estar na moda PDF Imprimir E-mail
Nos Estados Unidos, nos últimos anos têm sido numerosos os movimentos aparecidos no campo religioso. Com o desejo de regressar às raízes cristãs, começou a ascensão evangélica e fundamentalista; em recessão entraram as igrejas protestantes clássicas que silenciaram, quase por completo, o essencial da fé.
 
Como que numa reviravolta, milhões de filhos pródigos regressaram, nascidos nos anos do baby boom, segundo dados do Newsweek.
 
Esta gente é geralmente de meia idade, bem instalada na vida, que sente necessidade de encontrar sentido para o seu êxito material e procura uma fé complacente, uma religiosidade burguesa e manifesta uma grande preocupação pelos «pecados sociais», mas é pouco exigente em matéria de compromissos pessoais.
 
Este regresso em massa é derivado do desejo de preencher o vazio que lhes produziu o sucesso material que alcançaram – não havia tempo, nem lugar para as coisas do espírito.
 
Na juventude tiveram ideais elevados que foram decaindo, mas agora, na idade madura, sentem necessidade de enfrentar as coisas sérias. Aqui entra, com grande peso, o sentimento da paternidade: os casais querem para os filhos o melhor e são esses casais com filhos os que regressam em maior número; o número de casais sem filhos é superado pelo número dos solteiros. Recusaram os filhos para viver até aos quarenta anos o sonho do “amor e uma cabana”, ou então um acampamento “hippie”; mas agora a “cabana” tem de ser um apartamento confortável com dois lugares de garagem…
 
Para dar resposta às novas exigências espirituais há quem use métodos comerciais: estudo de mercado, marketing e publicidade. O que conta não é a fidelidade ao Evangelho, mas “se as pessoas continuam a ir à Igreja e dão dinheiro”. O seu proselitismo, para comodidade dos prosélitos, está condicionado ao número de lugares do parque de estacionamento do local onde decorrem as reuniões.
 
Foi lançada uma campanha publicitária nestes termos: “Em vez de ter de me adaptar a uma religião, encontrei uma religião que se adaptou a mim”. Aqui, nada de conversão pessoal; a fé é um novo artigo de consumo e o conjunto de seitas um verdadeiro supermercado religioso: cada um escolhe o que mais lhe agrada! Quer dizer: não se convertem, optam. Aderem à fé para se realizarem e fazem-no segundo três vectores: o desprezo pelas denominações de origem, o desinteresse pela doutrina e a ausência de exigências morais.
 
Quanto à primeira diz um pastor: “Às pessoas já não lhes interessam as etiquetas. O que querem saber é o que se lhes dá”. Colocam as pessoas acima da doutrina e estão sempre a favor e nunca contra, isto é, nunca vão contra as preferências pessoais e para que não colidam com o Credo, adaptam este! Por este facto surge o outro vector: o analfabetismo religioso, pois a doutrina é o que menos interessa, ou melhor, interessa só na medida em que está de acordo com os interesses pessoais: se sou empregado acho que o patrão me deve pagar o salário ao fim do mês; se sou patrão acho que posso retardar o pagamento até ao meio do mês seguinte, para não me privar de trocar de carro…
 
Um pastor de uma dessas seitas adaptou a Bíblia, desde o Génesis até ao Apocalipse, de uma maneira livre e depois do seu sermão vende os exemplares impressos, onde para os mais apressados se encontram assinaladas as “passagens fundamentais”. Esta simplificação levou ao abandono dos termos teológicos e por isso reina a confusão.
 
Por fim surge o terceiro vetor: as exigências morais desaparecem e impera o sentimento de inocência. Diz uma “convertida”: “o atrativo desta nova oferta religiosa, está em aceitar totalmente as pessoas tal como são, sem qualquer tipo de ordens ou proibições”. Ficam assim anuladas as obrigações e as responsabilidades e consequentemente essas pessoas abdicam da sua liberdade, que é a possibilidade de escolher o Bem.
 
O que conta são os pecados sociais, algo de vago, para desculpabilizar o indivíduo: ora uma sociedade corrompida é-o porque o são os indivíduos que a formam. Está pois criada a beatice dos tempos modernos: intensa vida social nos meios ditos eclesiásticos, com satisfação fácil das inquietações religiosas, em que os problemas de consciência são resolvidos no psiquiatra e não no Sacramento da Penitência. Fazem uma religião ecléctica que diz sim a tudo o que seja conveniente ao adepto.
 
Em toda esta amálgama eu vejo algo de positivo: o homem não pode viver sem uma dimensão religiosa: quando não a tem verdadeira fabrica uma falsa, tal como se faz com uma jóia ou uma obra de arte genuína.