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Auto-afirmação necessária PDF Imprimir E-mail
Escrito por Elbson   

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana - MG

Num contexto em que impera a baixa estima para tantos entregues ao pessimismo, nada melhor do que firmar os princípios que levam à auto-afirmação. O que muitos olvidam é que o êxitoo na vida não cai do céu, mas é sempre fruto de uma conquista diária, persistente. Dizem os franceses: Aide-toi et le ciel t’aidera- Ajuda-te que o céu te ajudará! Além disto, por força da finitude metafísica não há quem não padeça neste mundo. O célebre literato Paul Claudel escreveu um tocante livro, cuja epígrafe é Qui ne souffre pas? - Quem é que não sofre? Portanto, não é o sofrimento em si que causa atitudes depressivas. A grande questão é sublimar as aflições existenciais dando-lhe uma aplicação transcendental e delas se servindo para o próprio amadurecimento.

O notável escritor francês Gaston Courtois asseverou: “O homem é um aprendiz, a dor o seu mestre, e ninguém se conhece enquanto não sofre”. Entretanto, não se pode esquecer que todo ser humano nasce com inúmeras qualidades inerentes a seu perfil caracterológico e num grau que lhe é inteiramente próprio. Aqueles que sabem cultivar tais dons naturais são os vencedores, superando todas as dificuldades que se transformam em proveitosos desafios. São aqueles que se apartam da vulgaridade e se distinguem pelo extraordinário de seus feitos. Estes não se envaidecem nunca diante das conquistas pessoais e, deste modo, ficam imunes das extravagâncias que obstaculizam novos progressos, deixando, assim, abertas as portas da prosperidade. Resoluções firmes e arraigada confiança no porvir acompanham aqueles que encaram a vida com vistas amplas sem se deixarem trancar nos aposentos escuros da disposição de espírito que leva o indivíduo a encarar tudo pelo lado negativo, a esperar de tudo o pior.

Venturosos os que estão cônscios de que cumpre plantar e aguardar o tempo da colheita sem se deixarem amesquinhar pelos receios de uma imaginação doentia que agiganta os perigos, aumentando falsos temores. O varão vigoroso se mostra sempre ativo, empreendedor, corajoso, sem pavor do futuro. Ostenta uma atitude esperançosa em face dos problemas humanos ou sociais, considerando-os passíveis de uma solução global positiva. Desta mundividência resulta uma atitude geral ativa e confiante, apartando o descompromisso com qualquer tipo de participação proveitosa para si e para a sociedade. Infeliz o tímido, o pusilânime, incapaz de vencer obstáculos. Muitos fracassam exatamente porque descuidam o cultivo das habilidades que possui, contemplando sempre obstáculos intransponíveis em qualquer momento. Vivem perenemente a reboque dos outros, sem nenhuma iniciativa vigorosa que conduz à melhoria da própria história e do meio em que vive. Donde a importância da educação da vontade e da mente desde a mais tenra idade.

Ralph Waldo Emerson, filósofo americano, proclamou que “uma lei da natureza afirma-nos que a habilidade aumenta com a prática, e que quem não tem força de vontade para agir, não pode adquirir a perícia desejada”. O pior inimigo a ser enfrentado é o receio do malogro que estiola todo empreendimento. Os grandes beneméritos da sociedade, aqueles que fundiram nos bronzes do heroísmo as mais pulcras ações humanas só no seu íntimo encontraram a força impulsora da ação, apartando os fantasmas das mais variadas fobias.

É uma situação muito desairosa a daquele que, podendo ser útil, se transforma num parasita sem forças para se emancipar em qualquer altura de sua trajetória terrena. Como diria Orison Swett Marden, filósofo americano, incentivador da paz do espírito e educador de vontades, tal indivíduo “não passa dum pigmeu, quando podia ser um gigante”. Os grandes homens são aqueles que, incapazes de retrocesso, esmorecimento ou desistência estão cientes de que “viver é lutar”, mas que só os destemidos, os otimistas, conhecem os louros dos magnos triunfos!

Disponibilizado pela CNBB em 28/10/2003