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Celibato dos Sacerdotes
 

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Catequese: Eco do ensinamento de Jesus PDF Imprimir E-mail

Por esse tempo vai recomeçar a Catequese: de adultos, jovens e crianças. Temos na Arquidiocese um grande número de Catequizandos(as) e um considerável número de bons Catequistas. Dedico-lhes estas breves considerações sobre o valor da Catequese. O Concílio Vaticano II, na Christus Dominus, 13, afirma com autoridade: ”Sempre a Catequese ocupe o primeiro lugar”.

Todos, assim creio, temos recordações variadas e agradáveis ao lembrarmo-nos dos nossos primeiros catequistas. Eram pessoas, identificadas com a Comunidade, indicadas ou escolhidas “para dar doutrina” às crianças da Primeira Comunhão. Eram personalidades, amadurecidas no amor a Cristo e à sua Igreja. Por vezes, não tinham o dom da música ou da “entonação” correta. Saía tudo meio desafinado, mas chegava-se (só Deus sabe como) ao final do canto. Esmeravam-se, tanto mais, na explicação do texto do canto. A melodia não lhes importava muito... Recursos audiovisuais eram poucos ou nulos: recortes de revistas, alguns jornais amarelados, o Catecismo, a História Sagrada, composição de frases com recortes de letras garrafais e disformes, tiradas das capas ou propagandas de revistas. Sabiam muitas histórias lindas e comoventes: São Tarcísio, Maria Goretti (eu não entendia porque o tal Alessandro a esfaqueara), Bernadete, os Pastorinhos de Fátima, Santa Teresinha. Ah! Em contar histórias de Santos eram verdadeiros mestres, artistas consumados. Nós nem nos mexíamos nas primitivíssimas carteiras, quando eles nos conduziam pelos meandros da História Sagrada: Noé e o dilúvio (ai que medo!), José do Egito, Tobias, Judite e o coitado do Jó, Judas Macabeu e seus irmãos.

Ficava muito claro, que o pecado era coisa muito feia e desagradável, pois conseguia, assim nos afirmavam com fé, “nos afastar de Jesus; roubar-nos a sua amizade e, até, a felicidade de vivermos sempre com Ele”. O pecado nos arrancava da “procissão festiva e alegre que ia para o céu”, para nos empurrar nos “barrancos que levavam ao inferno”. Aprendi do meu catequista, que rezar era “falar com Deus, contar-lhe a minha vida e pedir que Ele contasse a sua”. Nunca entendi bem a resposta d’Ele e a sua história a nosso respeito: por que Jesus tomou cara de gente, sendo Deus; por que ficou 30 anos escondido no último canto do mundo; por que o condenaram, tendo-o declarado inocente? (Ainda hoje não entendo!). Quando aprendemos os Mandamentos (de Deus e da Igreja) o catequista nos disse que se tratava como que de “trilhos pelos quais devia andar o trenzinho de nossa vida”. Desobedecer equivalia a sair fora do trilho, descarrilar, fazer tombar o trem. Um dia Deus levou o meu catequista para junto d’Ele. Como ficamos tristes! Chorávamos sem compreender porque gente tão boa também morria... Todos nós, os do 3º ano de catecismo, todos mesmo, jogamos uma flor em cima do seu caixão, já baixado à sepultura. Cantávamos (desafinadamente): “Com minha Mãe estarei, na santa glória um dia, ao lado de Maria”. Ficou-me, até hoje, uma grande saudade e um forte sentimento de gratidão para com aquele catequista modelar: piedoso, bom, amigo nosso e de Jesus. Deus o tenha!

Queridos(as) Catequistas, recordo este fato (de 1942-1945) porque me traz a imagem, atualizada e palpitante, de cada um(a) de Vocês. Mudaram os métodos, o enfoque da Catequese, a dinâmica, mas essencialmente os conteúdos são os mesmos. Vejo em Vocês a mesma dedicação, o mesmo devotamento à causa de Cristo e da sua Igreja. Não há, graças ao bom Deus, nenhuma Comunidade (que eu saiba), em nossa Arquidiocese, sem um ou vários Catequistas. É esta uma consoladora realidade, que repousa sobre a ação do Espírito Santo em meio ao Povo de Deus. O sentido profético-evangelizador continua vivo entre nós e esperamos que se intensifique.

Ser Catequista é muito mais um privilégio do que um dever. Fazer com que a Palavra de Deus penetre na mente e na vida dos catequizandos é uma das mais sublimes missões que a Comunidade nos pode confiar. Somos considerados(as) pessoas que vivem o que falam, testemunham o que apregoam. Ninguém de nós quer desmerecer essa confiança. Os pais nos entregam seus filhos e filhas na certeza de que, com o auxílio de Deus, faremos deles cristãos convictos, membros de uma Igreja que é e será sempre “Serva da Caridade”, como diziam os nossos primeiros irmãos na fé.

A Catequese há de ocupar sempre um dos primeiros e mais fundamentais campos da nossa Ação Pastoral: diocesana e paroquial.

Quero juntar a minha voz à de milhares e milhares de adultos, jovens e crianças para lhes repetir, queridos(as) Catequistas:

“Obrigado pelo lugar que ocupais em minha vida!

Deus vos conserve sempre o mesmíssimo ardor e a competência! O Espírito de Cristo vos mantenha como artífices de um templo, construído sobre a rocha, dando-vos a mesma “autoridade” que brotava dos lábios de Jesus! A Comunidade vos acolha e premeie como benfeitores(as)! A IGREJA-VIVA seja testemunha do vosso incansável ardor apostólico! Os e as grandes Catequistas do passado vos inspirem e amparem em vosso trabalho missionário! Sois irmãos e irmãs de todos eles.... e de todos nós!”

 
Disponibilizado no Amai-vos em Janeiro de 2004