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Católicos de Verdade PDF Imprimir E-mail

Questionar faz parte da fé...Adesão cega pode ser adesão burra.

Religião: Herança ou Escolha

Para muitos de nós, a primeira experiência de catolicismo foi muito mais herança, costume familiar; sujeição aos pais e avós, do que realmente escolha. Éramos crianças ou adolescentes e nem chegamos a optar. Se era bom ou não, nem sabíamos, mas nossos pais queriam, havia os amigos e muitos momentos sociais interessantes.

Outros chegaram a ter até um bom começo, uma vida bonita de oração e piedade sem muitos questionamentos, até porque tudo ia bem. Por que deveríamos questionar?

Questionamentos

Ultimamente, porém, milhões de católicos começaram a questionar sua experiência, depois de serem eles mesmos questionados pela própria Igreja ou por amigos de outros credos e convicções. Aconteceu que, no questionamento, muitíssimos deixaram de ser católicos: optaram pelo agnosticismo, pelo materialismo, pelo marxismo, ou por igrejas messiânicas, evangélicas, pelo espiritismo ou, ainda, cultos não cristãos.

Alguns juram que se encontraram lá onde foram deixar de ser católicos e que são felizes. Outros, honestamente, sentem uma certa saudade da religião da infância e adolescência que, embora tivesse defeitos, tinha seu lado de paz.

Tenho conhecido muitos que desejam voltar. Há quem o consiga sem traumas e há quem simplesmente não mais consiga. Os laços lá criados os seguram demais. Quer dizer, o vôo para a liberdade os jogou numa outra gaiola e nada mais do que isso...

Pensando em Voltar

E, dentro do catolicismo, há os católicos que o eram só de nome e ultimamente, à medida que lêem livros e artigos assinados por religiosos católicos a quem admiram, à medida que lhes parece que a Igreja Católica deu os passos necessários para o que eles julgavam ser o caminho correto de ser cristão, ou de ser Igreja, pensam em voltar. Da primeira vez, tinham apenas o título de católicos, agora, querem abraçar os compromissos e os deveres. Agrada-lhes o novo caminhar de pelo menos uma parte da Igreja.

Católicos pela segunda vez, muitos deles estão vivendo uma experiência feliz, mas nem por isso menos exigente ou sem cruzes e questionamentos; se é possível ser cristão católico sem questionamentos. Fé cega pode ser lindo, mas pode também ser muito cômodo ou até tolo.

Questionar faz parte da fé. Jesus mesmo questionou as autoridades, o povo e os discípulos. Adesão cega pode ser adesão burra.

Um Depoimento

Tocou-me profundamente o que ouvi esses dias de um amigo que vivera 35 anos fora do catolicismo, num grupo religioso que não tenho intenção de ofender e por isso mesmo não menciono.

Disse-me textualmente:

“Deixei de ser católico decepcionado com um padre e uma freira que educavam meu filho. Fui para outra Igreja, encantado com o reverendo e sua esposa que me pareciam cristãos de verdade. Agora aconteceu um escândalo enorme na comunidade em que vivo e comecei a me questionar.

Não fui para lá por convicção ou por idéias, mas por orgulho e afeto ferido. Hoje percebo que não fiz uma boa escolha. Vou voltar devagar. Gosto demais da doutrina católica de agora e bebo com prazer as novas lutas internas da Igreja. Só a idéia de ela se proclamar santa e pecadora, muda tudo em mim. Eu também sou isso...”

Se vai voltar, não sei. Mas entendeu que muitas conversões não foram ditadas por opção livre, tranqüila e serena e sim por decepção, orgulho ferido, afeto machucado. Para muitos, mais do que busca de paz, que também havia, foi rebeldia e vingança. E há os que, de fato, buscam respostas mais seguras e claras, achando que as acharam lá.

Não nos esqueçamos, também, dos ex-católicos que hoje são ex-outra vez e já passaram por três ou quatro religiões. Para eles, a busca tem sido muito mais dolorosa. Não são felizes e começam a descrer de qualquer religião.

Um Novo Modo de Ser Católico

A um jovem, que desejava ser católico, mas nascera luterano, pedi, num retiro, que falasse com o pastor de sua Igreja.

O que tenho de honesto em mim, não me permitia, pura e simplesmente aceitar sua adesão ao catolicismo sem que ele fosse honesto com os luteranos. Foi e está lá, porque o reverendo detectou que era crise de crescimento. E o ajudou. O reverendo me telefonou dizendo que ele pessoalmente não teria feito o que fiz. E respondi: “Ele ficou luterano pela segunda vez. Da minha parte, já tenho milhares de católicos a quem desejo ajudar que tornem a se tornar católicos...”

Há um novo modo de ser católico na Igreja deste novo século. Para muitos, será talvez a primeira experiência válida de catolicismo, porque é realmente livre e consciente. E é dessas conversões, sem falsas promessas, que a Igreja precisa. Ser católico nunca foi fácil, e nunca o será. O verdadeiro catolicismo é uma proposta de vida muito exigente. E é para ele que a Igreja caminha. Oremos para que ninguém confunda isso com apenas leituras, teorias e palavreado. Tem martírio no meio...