Busca no Site

Interativos

Receba nossas novidades



Receber em HTML?

Enquete

Sacerdócio Feminino
 

Compartilhe este site

Faça um pedido de oração





  
Informe o código de segurança para confirmar:
 

Comunhão na Mão PDF Imprimir E-mail

Na primitiva Igreja, os Cristãos levavam consigo o Pão consagrado para os doentes, portanto, já não constitui novidade, tocar na hóstia com as mãos, nem há nada que nos diga que as mãos são menos dignas ou menos santas que a língua.

Todavia, através dos tempos sempre têm aparecido heresias que negam a presença real de Cristo vivo e ressuscitado na hóstia consagrada.

Para contrariar estas heresias, algumas vezes a Igreja terá exagerado ao ponto de proibir que se toque com as mãos na hóstia consagrada, assim como no cálice, na patena, na píxide, reservados apenas ao sacerdote.

Chegou-se ao exagero de nem sequer se poder tocar na hóstia consagrada com os dentes, quando se comungava.

Hoje compreendemos que se trata de um exagero desnecessário, feito pelo maior respeito pela presença real de Cristo na hóstia consagrada..

De qualquer modo, as pessoas podem receber a Comunhão na mão ou na língua.

Os ministros da Comunhão não fazem qualquer observação.

Só é recomendável que, por medidas de higiene e de educação, as mãos estejam limpas.

Mas desde que a Comunhão é Uma dádiva, um Dom de Deus, parece normal que se receba, estendendo a mão, num gesto de aceitação voluntária e de agradecimento.

Todavia, logo de seguida, o comungante deve colocar a hóstia consagrada na boca.

Trata-se de Uma Comunhão pessoal.

Para levar para casa, quando haja lá doentes, será Uma outra hóstia, devidamente conservada em relicário próprio, levada em dia e hora preestabelecida, por um ministro da Eucaristia,

Quanto a poder ou não receber a Comunhão na mão, a Santa Sé aprovou em 1969 essa prática, nas regiões e nos países onde a Conferência episcopal o julgasse útil e oportuno.

Talvez paradoxalmente a Itália começou por não aceitar ; o primeiro país a aceitar foi a Bélgica no mesmo ano de 1969 e logo no ano seguinte mais de 70 países se manifestaram positivamente e as Conferências Episcopais aceitaram e recomendaram.

Os bispos Americanos publicaram uma pequena brochura que se chama O Corpo de Cristo, preparada pela Comissão de Liturgia.

É um excelente trabalho com um breve sumário da história, da teologia e da prática da devoção para com a Eucaristia e a celebração da Missa.

Nessa instrução pode ler-se :

- Para receber a Comunhão na mão, o comungante aproxima-se do sacerdote ou outro ministro eucarístico com uma mão sobre a outra, de palma para cima, sem qualquer outro objecto sobre ela. As mãos devem estar suficientemente estendidas com a palma para cima para que se torne evidente que a pessoa deseja receber a Comunhão na mão...

Nada há estabelecido sobre qual das mãos.

É um assunto de ordem prática que cada um terá que resolver a seu belo prazer.

Mais importante do que Comungar na língua ou na mão deve ser a atitude como cada um se apresenta para Comungar, no que diz respeito ao recolhimento e à maneira de se apresentar, porque isso é que conta e isso é que simboliza e significa o nosso amor a Deus, a nossa fé e o nosso respeito pelo sagrado.

Talvez por um certo relaxo na disciplina da Igreja, hoje em dia, para muita gente, o lugar sagrado do templo onde está Cristo ressuscitado e vivo nas hóstias consagradas do Sacrário, parece não ser distinto do meio de trabalho ou de diversão de muitos jovens e adultos que se apresentam e comungam, com a mesma indumentária que usam no trabalho, na praia ou em qualquer casa de jogo.

Sem querermos julgar ninguém, aparentemente parece que há muitas pessoas que vão para a Missa :

- Sem saberem para onde vão (pela maneira como se apresentam) ;

- Na Missa não sabem o que estão a fazer (porque não participam de modo nenhum, mas apenas comungam como os outros);

- Voltam da Missa sem saberem o que foram fazer (porque não trazem nada para a vida, não renovam as suas vidas).

O nosso povo costumava dizer que se vai à Missa com o fato de "ver a Deus".