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COMUNHÃO(Duas Espécies)-CONCOMITANCIA PDF Imprimir E-mail

Pelo menos durante os primeiros doze séculos, era dada a Comunhão nas duas espécies, na Missa.

Muito simbolismo e significado espiritual e teológico se pôs nesta prática de receber o Senhor na Comunhão sob as duas espécies, do pão e do vinho.

Mesmo durante este tempo, todavia, os Cristãos entendiam perfeitamente que não era necessário comungar sob as duas espécies para receberem o Cristo vivo.

Nunca houve qualquer leviana suposição de que se recebia o Corpo morto de Cristo no pão e que se tornaria vivo no Sangue de Cristo.

A Comunhão sob as duas espécies, era, pois, usual na primitiva Igreja.

A Eucaristia podia ser levada para casa, para os doentes e era sempre sob as espécies do pão e eles recebiam o Sacramento completo.

Aos doentes que não podiam engolir alimentos secos era dada a Comunhão apenas sob as espécies do vinho.

Cerca do século XII, alguns grupos de pessoas começaram a dizer que se não recebia a verdadeira Eucaristia a não ser sob as duas espécies, do pão e do vinho.

Então a Igreja pensou que seria mais favorável a Comunhão apenas sob uma das espécies.

Os protestantes começaram a espalhar a ideia de que Cristo completo só estava presente sob as duas espécies e a Igreja deu mais ênfase à primitiva ideia : Cada um que recebe apenas as espécies do pão ou do vinho, recebe o Cristo vivo na Comunhão.

E por esta razão a lei da Igreja foi até ao ponto de proibir a Comunhão sob as espécies do vinho.

E fez isto na intenção de tornar bem clara a ideia de uma rejeição do erro dos protestantes.

Todavia, nos dias de hoje, os cristãos, mais esclarecidos, não vão atrás desses erros doutrinários e sabem bem que Cristo vivo está todo, tanto nas espécies do pão como nas do vinho, e a Igreja voltou a dizer que os Cristãos podem receber a Comunhão sob ambas as espécies.

Pelo menos duas vezes as Instruções Gerais do Missal Romano dizem:

- O povo deve ser estimulado a receber a Comunhão sob as duas espécies...

- Isso mostra melhor a Eucaristia como alimento completo.

A mais importante instrução sobre a Liturgia, de 1970, repete que a Comunhão sob as duas espécies é uma mais perfeita expressão da participação do povo na Eucaristia.

E sobre a Comunhão nas duas espécies, diz também o Catecismo da Igreja Católica :

1390. - Graças à presença sacramental de Cristo sob cada uma das espécies, a comunhão apenas sob a espécie do pão permite receber todo o fruto da graça da Eucaristia. Por razões pastorais, esta maneira de comungar estabeleceu-se legitimamente como a mais habitual no rito latino. -"Dada a sua natureza de sinal, a sagrada comunhão adquire o seu pleno significado quando é feita sob as duas espécies. Nesta forma manifesta-se mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico". (IGMR 240). É uma forma habitual de comungar, nos ritos orientais.

Daqui se concluem duas coisas:

l)- Quem disser que é preciso comer do pão e beber do cálice para receber a verdadeira Eucaristia, contradiz a crença e prática dos cristãos da primitiva Igreja.

2- Quem acredita que só a Comunhão do pão é o único meio de comungar e que a Comunhão do vinho é coisa que se pode dispensar e que é apenas um floreado litúrgico, está fora de toda uma tradição e prática dos primemos doze séculos da Igreja e não está apto a falar das directivas litúrgicas.

Para a recepção da Comunhão sob as espécies do vinho, a maneira mais viável, mais prática e mais significativa é a de beber do cálice.

Molhar a hóstia no vinho e depois dar a Comunhão, não parece prática porque :

l )- É menos apropriado e simbólico receber a Comunhão com o pão molhado no vinho, do que beber o vinho do cálice.

2)- A hóstia molhada no vinho, só poderia ser distribuída na língua, sem hipótese de receber a Comunhão na mão como sinal e simbolismo de um dádiva...

Vê-se habitualmente os fiéis receberem a hóstia na mão e depois vão eles próprios molhá-la no cálice e comungam, mas esta prática está a ser posta de parte, entre outras razões, por uma razão pastoral e higiénica, permanecendo a prática de beber do cálice.

Assim, é bom aproveitarmos a vantagem e oportunidade de receber a Comunhão sob as duas espécies, bebendo do cálice..

Todavia, devemos ficar sempre com a perfeita consciência de que, se recebermos a Comunhão apenas sob uma das espécies, recebemos completamente o Corpo e Sangue de Cristo vivo e ressuscitado.

As espécies do pão e do vinho estão regulamentadas pelo D. Canónico (cân. 924-927).

O pão deve ser de farinha de trigo sem sal nem fermento,

O vinho deve ser apenas de uvas.

CONCOMITÂNCIA

Chama-se Concomitância ao estado em que um objecto está associado e simultaneamente presente a outro objecto.

Esta doutrina da Concomitância é usada para explicar porque é que todo o Corpo de Cristo - Corpo, Sangue Alma e Divindade - está presente sob cada uma das espécies Eucarísticas, o pão e o vinho.

Quando um Sacerdote ordenado validamente, usando matéria válida e com uma intenção verdadeira, diz durante a Consagração da Missa isto é o Meu Corpo, o Corpo de Cristo fica substancialmente presente, enquanto o Seu Sangue, Alma e Divindade, se tornam presentes também por Concomitância, exactamente porque o Seu Corpo se não pode separar do Seu Sangue, Alma e Divindade.

Cristo não se pode dividir.

Quando um Sacerdote validamente ordenado, usando matéria válida e com uma intenção verdadeira, diz durante a forma Consagração da Missa, Isto é o Meu Sangue, o Sangue de Cristo fica substancialmente presente, enquanto o Seu Corpo, Alma e Divindade se tornam presentes também por Concomitância.

Assim, quem comungar apenas sob uma das espécies, do pão ou do vinho consagrados, comunga totalmente o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Cristo.