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Da morte para a Vida a Páscoa do Senhor PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pe. Pedro Alberto Kunrath   
O cristão crê que Aquele que posssui as chaves da morte (Ap 1, 18) deu a volta certa. Quando Jesus morreu, alguma coisa aconteceu com a morte; de repente, ela mudou de sentido. A maldição decretada outrora: De morte morrerás! (Gn 2, 17) transformou-se em boa nova: Anunciamos a Boa Nova... Deus ressuscitou Jesus (At 13, 32ss), a morte foi tragada pela vitória (1 Cor 15, 54). Também o cristão tem olhos, os olhos perspicazes da fé, que vêem além das aparências. Sabe que a morte difere do que parece ser, tem por certo que a ressurreição – não a morte – é a palavra definitiva sobre o ser humano.

A páscoa de morte e ressurreição é um mistério de parusia, isto é, de vinda e de presença no mundo. O Senhor está próximo (Fl 4, 5), é aquele que invocamos dizendo: O Senhor, vem! (1 Cor 16, 22). Passando a ser pessoalmente a salvação do gênero humano, Ele vem para todos os homens, para assumi-los na salvação de morte e de ressurreição realizada nele. Ele vem ao encontro, em cada etapa da vida cristã. Ele vem pelo dom da fé e pelo Batismo. Fomos batizados em Cristo (Rm 6, 3), a partir desse momento, entramos em comunhão de morte e de ressurreição – Vida nova! (cf. Rm 6, 3-10; Cl 2, 12). Ele vem sobretudo pela Eucaristia – está aí a Quinta-feira santa para lembrar a Última Ceia e a instituição do dom supremo Isto é o meu corpo; este é o cálice do meu sangue (Mt 26, 26-27) e o Fazei isto em memória de mim (Lc 22, 19): Eucarsitia e sacerdócio ministerial – o grande sacramento da parusia, a profecia e a antecipação da derradeira comunhão. Ele vem cada dia – no seu Espírito - para ajudar o cristão em sua passagem (Páscoa) diária da ‘carne ao Espírito’.
Sendo que a morte pode ser algo tão grande, é preciso amar a vida, cultivá-la, explorá-la com redobrado empenho. Dessa maneira, a morte passará a ser plenamente cristã, ampla e fecunda. Pois ela é a vida no seu ápice. De costume, o bom fruto amadurece na paciência das longas estações. Por isso, a vida nunca é longa demais quando se trata de amadurecer para a verdadeira Vida. Nela, a Eucaristia é o sacramento da morte cristã. Não apenas no momento supremo, mas ao longo da vida: anuncia a morte, prepara-a e a faz experimentar. Em todas as celebrações eucarísticas, a palavra morro cada dia (cf. 1 Cor 15, 31) encontra sua verdade. Toda vez que comemos desse pão e bebemos desse cálice, é morte do Senhor que proclamamos (1 Cor 11, 26), a do Senhor e a nossa.

As primeiras coisas desapareceram... Eis que faço novas todas as coisas (Ap 21, 4ss). O túmulo ainda está lá. Mas está aberto, vazio, como o seio que dá a Vida. Abençoada PÁSCOA no Senhor. Em Cristo Ressuscitado,