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De sábado para domingo PDF Imprimir E-mail
Estamos no “segundo domingo de Páscoa”.  Assim a Igreja identifica agora os domingos, relacionando-os com o “domingo capital”, que é sempre o dia de Páscoa. Cada domingo revive a Páscoa.  Nisto está a razão, e a importância, do significado que o “primeiro dia da semana” passou a  ter para os cristãos.
Não existiria o domingo, se neste dia não tivesse havido a ressurreição. E se neste dia Jesus não tivesse aparecido aos seus discípulos. 

Jesus marcou encontro com seus apóstolos a cada “primeiro dia da semana”.  Depois de descrever as diversas aparições acontecidas no próprio dia da ressurreição, o Evangelho assinala que “oito dias depois”, isto é, de novo no primeiro dia da semana, Jesus apareceu novamente, estando presente também Tomé, o incrédulo.

Foi assim que o “primeiro dia da semana” passou a ser o dia marcado para o encontro do Ressuscitado com os seus discípulos.E foi assim que se implantou a tradição do domingo como o dia santificado para os cristãos.

Agora que a tradição já existe, tudo parece muito fácil de ter acontecido. Na verdade, historicamente este é um fato tão surpreendente, que não encontra explicação a não ser a partir do grande impacto que a ressurreição de Cristo deve ter produzido.

Só um fato contundente e altamente significativo podia levar os cristãos a deixarem de celebrar o sábado, o último dia da semana, para celebrarem o domingo, o primeiro dia da semana. 

A tradição do sábado era tão sagrada, que ninguém se atrevia a questioná-la.  Tanto que uma das intrigas mais freqüentes armadas contra Jesus pelos judeus era exatamente em torno da observância do sábado.  Foi este, aliás, um dos motivos de sua condenação na cruz: “ele não observa o sábado”.

Contudo, os cristãos trocaram o sábado pelo domingo. Só um motivo consistente e forte pode explicar este fato surpreendente. A troca do sábado pelo domingo pode ser colocada como a prova mais evidente do impacto causado pela ressurreição de Cristo.

Olhando os Evangelhos, até os críticos mais irredutíveis observam a importância que deve ter tido o “túmulo vazio”, tanto para alentar a fé dos cristãos, como para intrigar a contumácia dos judeus. 

Este era um dado objetivo, a ser levado em conta necessariamente.  O túmulo estava lá, vazio, para todos que quisessem ver.

Na verdade, se queremos indícios da veracidade da ressurreição do Senhor, não é tanto nas coisas materiais que eles se encontram.  Mas nas mudanças produzidas a partir da ressurreição. A passagem do sábado para o domingo é a primeira delas, e a mais emblemática.

Isto nos faz pensar na verdade mais profunda que o domingo nos aponta. A prova da ressurreição de Cristo deve ser encontrada na mudança de vida dos cristãos.  E’ mudando o mundo que os cristãos mostram que Jesus ressuscitou.

Os apóstolos tinham consciência que sua missão consistia um testemunhar a ressurreição do Senhor.  “Deus o ressuscitou dos mortos, e disto nós somos testemunhas”, afirmou Pedro no seu primeiro discurso em Pentecostes.

Como cristãos, temos a missão de testemunhar que Jesus ressuscitou. Mas cumprimos esta missão não afirmando que ele está vivo, mas mostrando como nós vivemos de maneira diferente a partir da fé que nós temos em Jesus Cristo vivo e ressuscitado.

Passando do sábado para o domingo, os primeiros cristãos foram capazes de produzir uma mudança social e cultural altamente significativa. Que mudanças os cristãos são capazes de fazer hoje na sociedade? 
D. Demétrio Valentini - Bispo de Jales (SP)
 
Fonte: CNBB