Busca no Site

Interativos

Receba nossas novidades



Receber em HTML?

Enquete

Sacerdócio Feminino
 

Compartilhe este site

Faça um pedido de oração





  
Informe o código de segurança para confirmar:
 

Depois da morte... PDF Imprimir E-mail
Escrito por marcelo augusto   

O que há depois da morte? Muitos ficam atormentados por esta pergunta e querem saber o fundamento das “esperanças dos cristãos”. Neste próximo domingo celebramos a Ascensão de Jesus: ele entra no Paraíso, onde está ainda hoje e ficará para sempre “à direita do Pai, sempre vivo a interceder por nós”. No domingo seguinte comemoramos a primeira confirmação da sua promessa: a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, que começam a pregar a Ressurreição de Jesus e prometer aos novos discípulos o Paraíso junto com ele. No domingo seguinte será a contemplação da Santíssima Trindade: do Deus eterno e infinito, com o qual esperamos ficar para sempre depois da morte.

Em que se baseia esta fé “no além”? Quem nos garante que é assim mesmo?

 

Jesus Cristo! Tinha prometido aos apóstolos na última ceia: “Vou preparar-vos um lugar; depois eu voltarei e vos levarei comigo, para que estejais onde eu estiver” (Jo 14,1). Pouco depois rogou ao Pai: ”Quero que onde eu estiver, estejam comigo aqueles que o Senhor me deu (17, 24). Num discurso solene na sinagoga de Cafarnaum tinha prometido: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna... Quem come este pão viverá eternamente” (Jo 6, 54,58). Em particular, aos discípulos mais generosos prometeu: “Em verdade vos digo, não há quem tenha deixado casa, mulher, irmãos, pais ou filhos, por causa do Reino de Deus, sem que receba muito mais neste mundo e, no mundo futuro, a vida eterna”(Lc. 18,29s).

 

As promessas de Jesus são claras. Mas ele pode mantê-las? Como sabemos que as mentem? 

 

Em primeiro lugar Jesus mostrou claramente que ele não morreu definitivamente, mas ressuscitou no domingo seguinte. O sabemos com certeza pelo testemunho dos discípulos que o viram repetidamente. S. Pedro o proclamou solenemente, em nome e na presença deles, cinqüenta dias depois da morte de Jesus na praça da mesma cidade e diante do mesmo povo que tinha pedido a sua condenação: “Vós o matastes, crucificando-o... Mas Deus o ressuscitou...e disto nós todos somos testemunhas”(At. 2, 23s, 32).

 

Falaram com tanto convencimento que nada menos de três mil pessoas se fizeram logo discípulos de Jesus Cristo, começando uma vida nova, admirável.

 

Pouco depois declararam diante dos mesmos chefes que tinham pedido a Pilatos a morte de Jesus: “O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes... Nós somos testemunhas destas coisas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu aos que lhe obedecem” (5,30s).

S.Paulo, numa carta aos cristãos de Corinto, cuja autenticidade nem mesmo os mais obstinados incrédulos ousam contestar, escrita apenas 27 anos depois da morte de Jesus, escreve: “Lembro-vos, irmãos, o Evangelho que vos transmiti... Aquilo que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados... foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia... Apareceu a Cefas, e depois aos doze. Em seguida apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, a maioria dos quais ainda vive” (15, 1-6).

As testemunhas da Ressurreição de Jesus persistiram repetindo isso até dar a vida; e a deram convencidos que assim fazendo iam para o Paraíso com Ele. O testemunho foi confirmado por milagres e conversões de multidões; o cristianismo se difundiu não obstante as perseguições, e continua avançando no mundo. Os que crêem aumentam geração após geração.

Como sabemos que também os fiéis ganham o Paraíso? Também pelos milagres e graças que Deus concede continuamente pela intercessão dos santos. Se não fossem na gloria, Deus nos enganaria ao mostrar que aceita a intercessão deles.

O desafio está lançado: cada um faça a sua parte para merecer ter parte com Cristo. A ninguém foi prometida de graça esta eternidade feliz!

Padre Pio Milpacher
Congregação de Jesus Sacerdote
Osasco - SP