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DESÍGNIO DE DEUS - REVELAÇÃO PDF Imprimir E-mail

Devemos entender por Desígnio de Deus a Sua vontade desde toda a eternidade, ao encontro do homem.

Assim o declara o Catecismo da Igreja Católica :

50. - (... ) Deus revela-Se e dá-Se ao homem. E fá-lo, revelando o Seu mistério, o Desígnio benevolente que, desde toda a eternidade, formou em Cristo, a favor de todos os homens. Revela plenamente o Seu Desígnio, enviando o Seu Filho bem-amado, Nosso Senhor Jesus Cristo, e o Espírito Santo.

E citando o Concílio Vaticano II, continua :

51. - Aprouve a Deus, na Sua sabedoria e bondade, revelar-Se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da Sua vontade, segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo Encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo, e se tomam participantes da natureza divina. (DV 2).

E para nós tudo começou com a Criação, pelo que o Catecismo da Igreja Católica nos diz ainda :

280. - A criação é o Fundamento de "todos os desígnios salvíficos de Deus", "o princípio da história da salvação" (DCG 51), que culmina em Cristo. Por seu lado, o mistério de Cristo derrama sobre o mistério da criação a luz decisiva; revela o fim, em vista do qual "no princípio Deus criou o Céu e a Terra"(Gen.1/1): desde o princípio Deus tinha em vista a glória da nova criação em Cristo.

E S. Paulo diz-nos também que a morte de Cristo estava já nos Seus Desígnios :

- ...Este, depois de entregue, conforme o desígnio imutável e a previsão de Deus, mataste, cravando-O na Cruz ... (At.2,23).

Falando na promessa de Deus na Antiga Aliança, o Catecismo da Igreja Católica afirma que : O Exílio já traz a sombra da Cruz, no Desígnio de Deus.(cf. 710).

Outras referências do Novo Testamento que se relacionam com os Desígnios de Deus :

- N’Ele é que fomos escolhidos, predestinados conforme o desígnio d’Aquele que tudo opera segundo a decisão da Sua vontade.. (Ef. 1,11).

- ...Nos chamou para a santidade(... ) em virtude do Seu desígnio e graça que nos foi dada em Jesus Cristo... (2 Tim.1,9).

O Desígnio de Deus era a Redenção do Homem.

            Pela Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, cumpriu-se a redenção da raça humana.

            A Redenção é simultaneamente a libertação do pecado e a restauração da vida da graça, ou a própria participação na vida divina.

            Diz o Catecismo da Igreja Católica :

            613. - A morte de Cristo é, ao mesmo tempo, o sacrifício pascal que realiza a redenção definitiva dos homens por meio do "Cordeiro que tira o pecado do mundo" (Jo. 1,29), e o sacrifício da Nova Aliança que restabelece a comunhão entre o homem e Deus, reconciliando-o com Ele pelo "sangue derramado pela multidão, para remissão dos pecados" (Mt.26,28; cf.Lev.16,15-16).

            A Redenção é um dom livre e voluntário da misericórdia de Deus concedido e realizado pela morte de Cristo.

            Diz o Catecismo da Igreja Católica :

            517. - Toda a vida de Cristo é ministério e redenção. A redenção vem-nos, antes de mais, pelo sangue da cruz. Mas este mistério está atuante em toda a vida de Cristo: já na sua Encarnação, pela qual, fazendo-Se pobre, nos enriquece com a sua pobreza; na vida oculta que, pela sua obediência, repara a nossa insubmissão; na palavra que purifica os ouvintes; nas curas e expulsões dos demónios, pelas quais "toma sobre Si as nossas enfermidades e carrega as nossas doenças"(Mt.8,17 cf.Is.53,4); na Ressurreição, pela qual nos justifica.

            Nós não podemos afirmar que a morte de Cristo seria necessária para a Redenção, mas sabemos que foi o meio escolhido por Deus e realizado pela misteriosa e infinita obediência de Seu Filho Jesus Cristo depois de assumir a nossa humanidade, que aceitou a ignomínia e o sofrimento da cruz para a nossa salvação.

            O que Deus pretendia, pelo seu Desígnio, era a nossa Redenção; Ele permitiu a traição, a cobardia e a malícia que criaram as condições necessárias para a morte de Cristo, e por ela veio o perdão do pecado da humanidade.

            Desta maneira, a Ressurreição de Cristo de entre os mortos, demonstra que o poder do pecado e da morte ficou vencido e neutralizado para sempre.

            Esta Redenção abriu o caminho para a nossa nova vida em Cristo.

            Nós tornámo-nos filhos de Deus, pela graça de Cristo, como redenção que Ele nos ganhou uma só vez por todos, e que nós alcançaremos através da nossa justificação e salvação e no cumprimento da História da Salvação, no Novo Testamento.

            Diz o Catecismo da Igreja Católica :

            1026. - Pela Sua Morte e Ressurreição, Jesus Cristo "abriu-nos" o Céu. A vida dos bem-aventurados consiste na posse, em plenitude, dos frutos da redenção operada por Cristo, que associa à sua glorificação celeste aqueles que n'Ele acreditaram e permaneceram fiéis à sua vontade. O Céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados n'Ele.

            O Apóstolo S. Paulo resume assim a história da nossa redenção :

            - E a vós, que também outrora éreis estranhos e inimigos pelos vossos pensamentos e más obras, reconciliou-vos agora pela morte de Seu Filho, no Seu corpo carnal, para vos apresentar santos, imaculados e irrepreensíveis perante Ele.(Col.l,21-22).

            A Redenção do homem foi o cumprimento da Promessa do Redentor para a História da Salvação.