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DUAS NOTAS SOBRE A EUCARISTIA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Breno Alves   

 

Em discurso realizado no dia 17 de outubro de 2004, na Basílica de São Pedro, o Papa João Paulo II, inaugurando o Ano da Eucaristia, dirigiu-se aos fiéis de Guadalajara, no México, cidade na qual se realizou o Congresso Eucarístico Internacional, neste brado: “Senhor Jesus, ficai conosco!”. Da necessidade especialíssima de falar aos fiéis católicos da importância de acolher o mistério da Sagrada Eucaristia, centro e festa da Igreja, e Dela apreender o sentido verdadeiro da Misericórdia do Pai, o Santo Padre, lembrando o evangelista Mateus, exorta a todos a se voltarem para o exercício da adoração a Jesus, que se fez pequeno e pobre na hóstia a fim de estar presente no nosso meio “todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20). O momento não poderia ser mais apropriado, principalmente se levarmos em conta o nosso desânimo e desleixo em levar adiante o anúncio da Boa Nova de Cristo e a necessidade de viver a fé Nele em toda a plenitude e radicalidade. Em virtude disso, o papa quer que nós sigamos pela via da salvação “como peregrinos seguros e alegres, olhando sempre a meta da vida sem fim”.

Provar da experiência da Eucaristia é, literalmente, saborear a docilidade do amor de Deus. Amor que se renunciou em virtude da nossa libertação, entregando-se como prisioneiro numa Cruz, a mostrar que a via de intimidade com o Pai não é percorrida sem espinhos e provações. Em nosso meio, nem sempre a Eucaristia é encarada em sua grandeza, esquecendo-nos nós de atingir o centro da Graça que reside nela, ou melhor, que é ela própria. Para que avancemos na luta diária pela auto-santificação é preciso que a Eucaristia seja o nosso combustível e também a nossa linha de chegada, sem nos determos no nosso pecado e na nossa miséria.

“Que aspiração pode ser maior que a vida?”, indaga o Santo Padre. Que maravilha seria se nós tomássemos consciência de que a vida em plenitude só é encontrada na Eucaristia! Disso resultaria o florescimento da vida eterna em nós, da abundância do Amor que quer viver em unidade de amor conosco. Essa aspiração deve ser nossa, buscada dentro das nossas limitações, no nosso cotidiano. O Papa sente a nossa necessidade de orientação e, por isso, invoca a presença real e concreta de Cristo no nosso meio, a fim de nos lembrar a Sua promessa. Dessa forma, atestaríamos que Ele é em nós e nas nossas vidas, e que essa intimidade de amor é realidade para todo o sempre.

Nós, Igreja, somos privilegiados por essa Graça que não se extingue, mas que se faz notar e sentir a cada dia, como certeza de Salvação. “A Eucaristia é luz!”, esse é o anúncio de João Paulo II, a nos mostrar a riqueza do mistério de Deus. A Igreja está em festa, pois Cristo é presente em nós e para nós, a nos abençoar e conceder a graça da Sua Intimidade. Festa da Paz!

 

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No 10º Tocão, evento realizado pela Fraternidade Toca de Assis e exibido pela TV Canção Nova, vimos o seu fundador, Pe. Roberto Lettieri, expor, à luz da sua simplicidade e mansidão, uma verdadeira aula de amor à Eucaristia, sob o lema: “Jesus Sacramentado, nosso Deus Amado!”. Inspirado pelo amor de São Francisco, pobre e necessitado da Graça de Deus, Pe. Roberto também se faz humilde para engrandecer, com sua palavras, Aquele que nos completa, refugiando-se no mistério da chaga aberta do Coração de Jesus. Em uma de suas pregações, inflamado pela especial atenção dada ao sacramento do Pão e do Vinho pela Igreja, condena aqueles que são indiferentes à Presença de Cristo e desrespeitam a Sua mensagem de paz, não acolhendo devidamente a sabedoria e riqueza divinas, contando-nos um pequeno ocorrido.

Em uma igreja no Rio de Janeiro, uma senhora da alta sociedade, ao receber a Eucaristia, tomou de uma parte dela e ofereceu ao seu cãozinho, não sem a intervenção do ministro da Eucaristia, presente à cena. Esse fato nos choca e nos interessa pois envolve a noção da divindade no nosso cotidiano e o sempre válido respeito ao corpo e sangue de Cristo. Indaga-se a verdadeira intenção dessa mulher ao conceber seu ato: estaria ela enaltecendo a figura de seu cão a ponto de oferecer-lhe o próprio Deus ou lhe faltaria a correta noção do mistério da Eucaristia que lhe permitiria evitar esse comportamento escandaloso? Fica a dúvida e o ensinamento. Quem é Cristo Eucarístico para nós? Que queremos nós dessa Graça no nosso meio? Será que nós, após a morte de Jesus e a certeza de Sua ressurreição, ainda não acolhemos devidamente a lição do amor fraterno e Seu ensinamento divino?

Importante é saber, com humildade, que Deus é pródigo em Seu amor e que a Eucaristia é prova incontestável disso. Não respeitá-la ou não amá-la com devoção extrema é não acolher este amor, é rejeitá-lo com imprudência, com soberba. Não é difícil perceber a lição de pequenez que Jesus nos dá quando concentra toda a Sua potência, largueza e suprema presença na limitada porção da hóstia, provando que é pela submissão aos desígnios do Pai que ganharemos o presente da unidade com Ele. Nota-se, daí, a urgência do apelo do Papa em acolhermos o Dom de Deus, em aceitarmos seu alimento, para nós “verdadeiramente comida e verdadeiramente bebida” (cf Lc 6,55).

 

 

BRENO GOMES FURTADO ALVES

Formação Jovem | outubro de 2004

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