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Força impetuosa e missionária do amor misericordioso PDF Imprimir E-mail
Escrito por Elbson   
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Por S.E.Cardeal Crescenzio Sepe
Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos

João Paulo II é testemunha de esperança para todos os Povos, culturas e Nações, porque é testemunha de Cristo Ressuscitado, da sua onipotente misericórdia: “Não tenham medo, abram as portas a Cristo”, foi a primeira exortação feita na loggia da Basílica de S. Pedro, no dia da sua eleição ao pontificado, em outubro de 1978. Como disse: não tenham medo da Misericórdia de Deus! Não tenham medo do Único Homem que pode perdoar, que quer perdoar e salvar o homem pecador, onde quer que ele esteja.

Esta esperança, João Paulo II semeou e continua a semear com todos os meios, abrindo a todos a porta que é a misericórdia de Cristo, curvando-se, como bom samaritano, sobre toda a humanidade ferida para curá-la e restituir-lhe a dignidade de criatura de Deus, feita à sua imagem e semelhança.

Para espalhar essas sementes de esperança, João Paulo II fez de tudo a todos e, a exemplo de São Paulo, dirigiu-se, missionário e testemunha do Evangelho de Jesus Cristo, a muitas Nações em todos os continentes.

Pode-se dizer que esses 25 anos do seu Pontificado foram como uma imensa
semeadura de misericórdia, um contínuo encontro com as pessoas para pregar
o Evangelho de Jesus Cristo, para anunciar que Deus não se cansa nunca do
homem, e que o cansaço e a indiferença do homem em relação a Deus, encontram em Deus o amor que perdoa e salva.

Na realidade, essa responsabilidade de anunciar a todo o mundo o amor
misericordioso de Cristo, o Papa a percebe como um dever que interpela
todas as consciências. Se é verdade, de fato, como destaca o próprio Papa
na "Novo Millennio Ineunte", que a missão entre as pessoas ainda está no
início, e que a ação missionária nos últimos tempos progressivamente se
debilitou, então podemos entender porque o Papa, em primeiro lugar, fez-se
missionário, guia e maestro para ensinar um novo método e um novo estilo de
evangelização, centrado na misericórdia e no amor salvífico.

Muitas vezes penso nesse dever coletivo à missionariedade, sintetizado no
"duc in altum", com o qual o Sumo Pontífice resume não somente o sentido do
ano jubilar, rico de misericórdia, mas o espírito autenticamente
missionário de todo o seu pontificado.

"Hoje – escreve o Santo Padre no n. 40 da NMI - … devemos viver novamente o
sentimento fervoroso de Paulo, que exclamava: 'Ai de mim, se eu não
anunciar o evangelho!' (1 Cor 9,16)."

O missionário mais eficaz é o missionário que, como Paulo, torna-se capaz
do Deus-Amor para despejar esse Amor no coração do próximo. É o amor a
força impetuosa da nova evangelização. Não por acaso, Sta. Teresa do Menino
Jesus e da Sagrada Face tornou-se a primeira Padroeira das missões e em
seguida, neste pontificado, Doutora da Igreja. Sta. Teresa descobriu sua
vocação de “ser Amor” no coração da Igreja. De fato, ela mesma explica que,
sem o amor, os missionários não poderiam anunciar o Evangelho; sem o amor,
os mártires não poderiam oferecer sua vida... Em outras palavras, sem o
amor, não poderia existir anúncio eficaz!


Hoje, mais do que nunca, esse ardor missionário e esse amor missionário do
Papa intensificou-se, porque foi imbuído de um amor que fortaleceu-se com o
sofrimento e porque ofereceu a todos o testemunho mais significativo:
aquele de oferecer a vida por Deus e pelos irmãos. Este testemunho supera
todas as outras formas de testemunho, inclusive aquela do próprio anúncio!

O Santo Padre vive hoje o seu sofrimento com uma grande dignidade cristã,
porque Cristo sofre no cristão que acredita Nele; e este testemunho do
Santo Padre infunde em todos, fiéis ou não, um respeito por sua vez também
nobre, como se fosse possível perceber mais nitidamente a presença do
mistério de Deus na pessoa que sofre com Cristo!

Poderia-se dizer muito sobre as ações e sobre os ensinamentos do Santo
Padre a respeito da evangelização e da missionaridade nesses 25 anos de
pontificado, mas o meu intuito era de destacar essa dimensão do amor
ablativo e este período que estamos vivendo, em que acompanhamos o Santo
Padre dia após dia, como que para colher o seu testemunho cristão que
sentimos mais próximo do que nunca.

Permito-me concluir esta breve reflexão próprio com a profecia que, no n.
86 da Redemptoris Missio, o Papa escolheu como uma espécie de conclusão e
auge da sua Encíclica missionária: "... Deus está a preparar uma grande primavera cristã, cuja aurora já se entrevê. Na verdade, tanto no mundo não cristão como naquele de antiga tradição cristã, existe uma progressiva aproximação dos povos aos ideais e valores evangélicos, que a presenÇa e a missão da Igreja se empenha em
favorecer. Na verdade, manifesta-se hoje uma nova convergência por parte
dos povos para esses valores: a recusa da violência e da guerra; o respeito
pela pessoa humana e pelos seus direitos; o desejo de liberdade, de justiça
e de fraternidade; a tendência à superação dos racismos e dos nacionalismos; a afirmação da dignidade e a valorização da mulher. A esperança cristã apoia-nos num empenhamento profundo a favor da nova evangelização e da missão universal, e faz-nos rezar como Jesus nos ensinou: ‘venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu’ (Mt 6, 10 )”.

Esta é a oração do Papa, esta é a oração de todos nós, para que a Igreja, a
exemplo de João Paulo II, continue, com alegre e firme esperança, a
anunciar o amor misericordioso e impetuoso de Cristo a todas as pessoas.

Maria, mãe de Misericórdia e Estrela da evangelização, nos assista e nos
proteja.

Fonte: CNBB