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Celibato dos Sacerdotes
 

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GRAÇA SANTIFICANTE PDF Imprimir E-mail

«Jesus, lembra-Te de mim quando entrares no Teu reino». Ele respondeu-lhe : «Em verdade te digo : Hoje estarás comigo no Paraíso».(Lc.23,42-43).


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Como definição simples, a Graça é o Dom da presença de Deus que nos ama e a transformação do homem n'Ele.

Diz o Catecismo da Igreja católica :

1996. - A nossa justificação vem da graça de Deus. A Graça é um favor, o socorro gratuito que Deus nos dá, a fim de respondermos ao seu chamamento para nos tomarmos filhos de Deus, filhos adoptivos, participantes da natureza divina, e da vida eterna.

Deus está presente de maneira natural na pessoa que O reconhece na obra da Criação e o aceita como Senhor de tudo o que existe.

Mas pela Graça Deus torna-se presente na consciência humana de maneira especial.

Pela fé Ele é perceptível como o próprio Amor que oferece ao homem a participação na Sua própria vida, uma relação de amizade com Ele muito mais íntima do que tem o Criador com a Sua criatura, uma certa experiência de vida familiar com Deus.

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1997. - A Graça é uma participação na vida de Deus, introduz-nos na intimidade da vida trinitária : pelo Batismo, o cristão participa da graça de Cristo, Cabeça do seu Corpo; como «filho adoptivo», pode, a partir daí, chamar «Pai» a Deus, em união com seu Filho Unigénito; e recebe a vida do Espírito, que lhe infunde a caridade e forma a Igreja.

Deus define-se como o Amor e dá-se a conhecer pela Revelação nas Sagradas Escrituras.

No Antigo Testamento Deus revela-se, concedendo favores e prosperidade, aceitando os sacrifícios do Seu Povo, defendendo-o do seus inimigos, dando-lhe uma proteção especial e dando a conhecer a Sua vontade pelos Seus Mandamentos.

Deus perdoa também ao Seu Povo e diz quem é e estabelece a Sua Aliança com o Seu Povo para sempre.

No Novo Testamento a palavra Graça só aparece em S. João :

- E nós vimos a Sua glória, glória que lhe vem do Pai, como Filho Único, cheio de Graça e de verdade. (Jo. 1,14).

Todavia a ideia de "Dom" ou de qualquer coisa que nos "será dado ou confiado", aparece constantemente no Novo Testamento :

- O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos.(Mt.21,42).

- Ele que não poupou o próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas ? (Rom.8,32).

Quando o homem responde à oferta do dom do Amor de Deus, entregando-se totalmente a Ele, transcende a sua antiga condição de pecador, recebe uma capacidade e um incentivo para crescer mais no amor, para partilhar a sua vida e a sua liberdade com Deus e torna-se uma imagem mais completa e perfeita do Homem-Deus, Jesus Cristo.

A Graça ou dom do Amor de Deus, não nos tira a nossa liberdade nem nos isenta da lei, mas torna-nos mais fiéis, tanto ao amor de Deus e do próximo como ao cumprimento da lei.

Também não nos livra do pecado, mas dá-nos uma força maior para lhe resistir porque não podem coexistir o amor a Deus e o pecado.

Estado de Graça

A Graça envolve a transformação da alma, a qual permanece e atua num novo nível interpessoal, conhecendo e amando a Deus e as outras pessoas n'Ele.

Chama-se a esta Graça, Graça Actual ou Graça Santificante, e qualifica a existência daquele que a possui.

A alma assim classificada, diz-se que está em Estado de Graça, e é este o estado exigido para se receber a Sagrada Comunhão.

Segundo a Tradição, o Estado de Graça pode perder-se, por um pecado grave ou sério, e voltar a adquirir-se pelo arrependimento e pela confissão sacramental.

Segundo a Escritura, o Batismo torna a pessoa uma nova criatura, pelo renascimento e pela infusão do Espírito Santo.

Esta permanente, interior e eficaz comunicação e habitação do Espírito Santo, é a Graça Santificante.

Ela inunda toda a alma, a inteligência, a vontade e o coração.

Torna santos todos aqueles que possuem este dom, concedendo-lhes a participação na vida divina.

Esta Graça produz a conversão, a transformação de todas as predisposições de cada um.

O Concílio Vaticano II na Constituição Dogmática sobre a Santa Igreja, decreta :

- Além disso, este mesmo Espírito Santo não só santifica e conduz o Povo de Deus por meio dos Sacramentos e ministérios e o adorna com virtudes, mas "distribuindo a cada um os seus dons como lhe apraz" (l Cor.12,11), distribui também graças especiais entre os fiéis de todas as classes, as quais os tornam aptos e dispostos a tornar diversas obras e encargos, proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, segundo aquelas palavras : "a cada qual se concede a manifestação do Espírito em ordem ao bem comum" (l Cor.12,7).Estes carismas, quer sejam os mais elevados, quer também os mais simples e comuns, devem ser recebidos com ação de graças e consolação, por serem muito acomodados e úteis às necessidades da Igreja.(LG 12).

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

2000. – A Graça Santificante é um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural, que aperfeiçoa a alma, mesmo para a tornar capaz de viver com Deus e de agir por seu amor. Devemos distinguir a graça habitual, disposição permanente a viver e agir segundo o apelo divino, e as graças actuais, que designam as intervenções divinas, quer na origem da conversão, quer no decurso da obra de santificação.

O Estado de Graça Santificante, é o estado exigido para se alcançar a Vida Eterna porque sem esta união a Deus cá na terra, não é possível a vida de união a Deus na Visão Beatífica.

Daí o cuidado em viver permanentemente na Graça de Deus, porque ninguém sabe o dia e a hora em que pode comparecer na presença de Deus e, uma morte súbita, sem preparação, sem o estado de graça, significa uma separação eterna !