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Igreja e Política PDF Imprimir E-mail

 

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, MG.

Iniciamos, hoje, caro Leitor (a), uma série de artigos sobre questão política e o envolvimento da Igreja, de membros da Igreja, no campo político. O tempo em que vivemos é oportuno. Com a força do Cristo Ressuscitado vamos lançar nossas redes em águas mais profundas no que se refere ao cidadão, principalmente ao cristão, católico e à questão política. Quero dar a minha colaboração como Pastor dessa Igreja Particular de Juiz de Fora a todos os seus membros e àqueles, que, de coração aberto, acolhe o que é bom, justo e honesto.

Todos nós devemos nos aperfeiçoar na nossa formação e participação efetiva no processo democrático de nossa sociedade pluralista que desejamos seja mais participativa, solidária, fraterna, justa e promotora da paz.

Queremos oferecer critérios e orientações que possam ajudar aqueles que interessam a cumprir seu dever eleitoral, com consciência e responsabilidade, pois, a política é uma forma sublime de exercer a caridade. Nossa finalidade é a mesma da própria Igreja. Sua missão, no campo político, visa formar as consciências cristãs de que há uma relação intrínseca, e, portanto, indissociável, entre vida e fé, promoção humana e missão religiosa.

A Igreja quer ser, no seu ensinamento social e político, inspiração para opções que teremos de fazer, com a máxima responsabilidade, no ano das eleições. Ela não se furta de sua obrigação ética e evangélica de formar as consciências para que os cristãos e as pessoas de boa vontade assumam, com transparência e compromisso sério o dever de fazer a melhor escolha, não apenas pensando em si, mas, de maneira forte e radical, no bem comum.

Julgamos muito importante a luta por uma democracia representativa que possa e deva impelir os partidos a assumir, plenamente, sua responsabilidade na escolha dos seus candidatos às eleições. É inadimissível e até vergonhoso que muitos desses partidos, mesmo entre aqueles de grande representação nacional, continuem apresentando, como candidatos, pessoas comprovadamente inescrupulosas no uso de recursos públicos. Há quem se aproveite das brechas da lei para não perder a elegibilidade, mesmo quando condenado.

Três grandes metas devem ter prioridade na atual realidade brasileira:

– a erradicação da fome;

– o efetivo respeito dos direitos humanos para todos;

– o desenvolvimento sustentável, que garanta qualidade de vida à população e respeito a ecologia.

A formação das consciências para a participação nas transformações sociopolíticas é responsabilidade de toda a Igreja. Porém, a atuação concreta nesse campo compete, antes de tudo, aos Leigos que, de maneira especial, aí devem exercer o seu protagonismo.

Para todos os cristãos, é urgente buscar a união entre vida e fé, a expressão da fidelidade a Cristo na vida quotidiana, nas relações sociais e na participação política. Aproveitamos a oportunidade para louvar e apreciar o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, a serviço de todas as pessoas, do bem comum.

UM APELO VEEMENTE AOS PARTIDOS: que a escolha do candidato se faça a partir do seu programa, do seu comportamento ético e de suas qualidades (como honestidade, competência, liderança, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada pela atuação anterior), do seu compromisso com a justiça e com a causa dos marginalizados, com especial atenção a um programa de ação.

Precisamos tomar muito cuidado com candidatos inescrupulosos ou com partidos que incluem em suas listas certas pessoas, até cristãs ou católicas, com a única função de somar votos para a sigla. Os votos dados a tais candidatos contribuirão para a eleição de políticos nem sempre merecedores de apoio.

Como Pastor dessa Igreja Particular de Juiz de Fora, não compete a mim indicar candidato ou partido, mas, para realizar os objetivos e atividades que propomos ou vamos propor, os fiéis leigos serão incentivados a promover grupos de “Fé e Política”, ou outra forma de organização que o Conselho Arquidiocesano de Fé e Política opinar, para ajudar o próprio leigo a assumir um papel ativo na conscientização e formação política.

Disponibilizado pela CNBB em Maio/04