Busca no Site

Interativos

Receba nossas novidades



Receber em HTML?

Enquete

Celibato dos Sacerdotes
 

Compartilhe este site

Faça um pedido de oração





  
Informe o código de segurança para confirmar:
 

Influência da televisão na família PDF Imprimir E-mail
Escrito por Maria Fernanda Barroca   
  

Não podemos negar que a televisão veio provocar no mundo de hoje uma verdadeira revolução. Tecnologicamente está em constante progresso e penso que isso vai continuar. É o lado positivo, se...

 Se... esse progresso tecnológico fosse posto ao serviço do Bem, da Moral, da Cultura, do Progresso, da Paz, etc. e não ao serviço da violência, da pornografia, do consumismo, da deturpação dos verdadeiros valores e, por arrastamento, da desagregação da Família. Quando não havia televisão os serões eram passados em Família, conversando, ouvindo música, jogando qualquer jogo inofensivo, etc., mas havendo sempre a situação em que os rapazes já crescidos (as meninas, nem pensar!), começavam a pedir aos pais para dar uma saidinha à noite: ir até ao café jogar uma partida de bilhar, ir ao cinema, conversar com os amigos, etc. Como também não era uso dar a chave de casa aos rapazes – a sua entrega era um acto solene – os pais esperavam até que os filhos chegassem.  Com o aparecimento da televisão houve quem pensasse: acabaram as preocupações com as saídas à noite – agora ficam todos em casa se nós tivermos um aparelho. Com base nessa boa intenção muitas famílias compraram uma televisão, sem saberem a carga de trabalhos que isso ia acarretar.  Realmente as saídas nocturnas diminuíram temporariamente e toda a família se congregava em torno do pequeno ecrã. Aparentemente parecia um bem, mas logo se viu que o diálogo entre pais e filhos foi praticamente anulado, até porque o uso da “sala comum” nas habitações fez com que a “intrusa” estivesse presente durante as refeições debitando notícias, imagens, publicidade, etc. impedindo a conversa familiar até aí habitual.  O benefício de estarem todos juntos durou pouco. De um canal passamos a dois, três, quatro, e um sem fim. Então quando o pai quer ver o desafio de futebol, a mãe quer ver a telenovela e os filhos querem os programas de “abanar o capacete”.  Quem tinha recursos resolveu o problema: em vez de um aparelho arranjaram vários. E assim enquanto o pai vê o desafio, a mãe vai vendo a telenovela ao mesmo tempo que prepara a refeição e os filhos refugiam-se no quarto, onde têm a “sua” televisão vendo o que gostam o que nem sempre é o que devem. Assim surgiu nova desagregação da Família – todos materialmente perto, mas distantes afectivamente. Mas há pior pois que os atentados à Família não ficam por aqui e são muito mais gravosos. Disse o Santo Padre João Paulo II: “A televisão pode também prejudicar a vida familiar: propagando valores e modelos de comportamento degradantes, transmitindo pornografia e imagens de violência brutal, inculcando formas de relativismo moral e de cepticismo religioso, difundindo informações distorcidas ou manipuladas sobre acontecimentos e questões correntes, propondo formas de propaganda que se baseiam e exploram os instintos de base, e enaltecendo imagens falsas da vida que impedem a realização do respeito mútuo, da justiça e da paz”. Há também quem faça da televisão a “ama electrónica” para se ver livre do cuidado dos filhos votando-os a um abandono tal que os leva mais tarde a procurar fora de casa o “amigo-confidente” que deviam ter no pai e/ou na mãe. A um menino de quatro anos foi-lhe perguntado o que queria que o Menino Jesus lhe desse no Natal. A sua resposta foi: “queria que o Menino Jesus me desse uma cara mais bonita que a televisão para assim os meus pais olharem mais para mim do que para ela”. Comentários para quê?