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Jesus, caminho, verdade e vida. Nos envia em missão PDF Imprimir E-mail

Na apresentação das orientações gerais do Projeto Nacional de Evangelização ( Doc. 72) Dom Odilo Pedro Scherer, secretário geral da CNBB, conclama cada católico a tornar-se missionário e cada comunidade a se deixar animar e orientar por uma nova missionariedade. Trata-se portanto de um projeto que quer envolver a todos e é a sua dimensão missionária que o torna tarefa comum aos batizados e batizadas na nossa Igreja.

O texto de orientações gerais do projeto apresenta o seu objetivo específico: “Anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, sua pessoa, vida, morte e ressurreição para proporcionar o Encontro Pessoal com Cristo, na comunidade, e ajudar cada pessoa na adesão a ele e no compromisso de segui-lo, realizando a tarefa missionária por ele confiada à Igreja”. Se o encontro pessoal com Jesus é meta, o seu seguimento e a realização da missão em comunhão com a Igreja é conseqüência necessária, e sinal de que o encontro foi autêntico e verdadeiro. O fruto do encontro pessoal e da adesão é o seguimento e a missão. Se o primeiro Congresso Missionário do Brasil teve com lema: Igreja no Brasil, tua Vida é Missão, podemos dizer; discípulo e discípula de Jesus, tua vida é Missão.

O projeto é missionário na sua motivação mais profunda que é a de anunciar Jesus aos homens e mulheres de nosso tempo, para que a partir do encontro com Ele vivamos a nossa dignidade humana fundamental em comunidade buscando a transformação do mundo segundo os desígnios de Deus para que o seu Reino venha. O que deve animar a realização do projeto é o desejo profundo, que vem do Espírito, de que todos possam viver o amor de Deus que se manifestou em Jesus Cristo. É a misericórdia que brota do coração de Jesus e que não nos deixa indiferentes diante da miséria, da dor, da exclusão e da injustiça que nos motiva a anunciá-lo e a propor o seu caminho como verdade e vida.

O projeto é missionário na sua estratégia. Com um novo ardor missionário, vibrante e alegre quer proclamar a Palavra a todos com uma linguagem direta, simples e eficaz tendo como grande meta a santidade. Reconhece que os missionários merecem receber o que precisam para realizar a missão, isto é necessitam de formação e acompanhamento. É missionário na sua urgência quando reconhece que é hora de um verdadeiro despertar para o entusiasmo missionário. Num tempo de mudanças rápidas e profundas, estas precisam ser enfrentadas com uma ação missionária e profética da Igreja.

Quando é que nos tornamos missionários? As orientações gerais nos dizem que isto acontece quando a partir do encontro pessoal com Cristo Jesus, nos colocamos a serviço de todos, particularmente dos distantes e daqueles que não o conhecem. Duas atitudes chaves aparecem aqui: primeiro o serviço, em seguida a abertura a todos, de maneira especial aos que não conhecem Jesus. Segundo o texto que dá as orientações gerais para o projeto estas atitudes explicam todo o significado da palavra Missão. Tornar-se missionário é ouvir a Palavra, o Verbo encarnado nos dizer: “ como o Pai me enviou, também eu vos envio” ( Jo20, 21b)

Quais as conseqüências do seguimento missionário, segundo as orientações gerais? Conversão e profecia. O missionário rompe corajosamente com o que vai contra o projeto do Reino e torna-se uma voz profética em defesa da vida, da dignidade humana e da fraternidade. O missionário é sempre um profeta em contínua conversão.

O projeto apresenta então pistas de ação. Três delas são mais diretamente missionárias:

- Promover as Santas Missões Populares e ações missionárias na própria paróquia, cidade e regiões carentes do Brasil, especialmente na Amazônia e Nordeste. (23)
- Desenvolver projetos de cooperação missionária em todos os níveis. (25)
- Fazer visitas missionárias a vizinhos, parentes e necessitados de todo tipo.

A CNBB, reeditará um manual de orientações para evangelizadores em missões populares e roteiros para visitas domiciliares.

Dom Eugênio Rixen
Presidente da Comissão Episcopal
Pastoral para a Animação Bíblico - Catequética

Disponibilizado pela CNBB em 12/3/2004