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Celibato dos Sacerdotes
 

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Lições do referendo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho   

Além das evidentes falhas na colocação redatorial do referendo, houve da parte das autoridades um posicionamento que favoreceu abertamente ao Não.


Numa questão que não envolvia dogma de fé, orientações, é claro, deviam ser dadas à população, mas sempre deixando bem claro que cada um votaria de acordo com sua consciência. As razões de um e de outro lado eram plausíveis.


Daí a primeira grande lição: o combate a favor das boas causas deverá ser sempre segundo as normas do respeito, da humildade e da caridade com um sincero espírito de compreensão e de amor para com todos. Quer os partidários do Não e do Sim eram favoráveis à vida, mas com pontos de vista diferentes, colocações divergentes. O quinto mandamento - "não matarás" -  não estava diretamente em jogo, dado que  a própria lei já estabelecia medidas restritivas ao uso indevido das armas.  Santo Agostinho foi ainda uma vez esquecido. Ele ensinou: "Nos princípios unidade, nas coisas livres liberdade, em tudo a caridade".


A segunda lição é que ficou patente estar  a população  insatisfeita com a segurança que o governo oferece aos cidadãos. "Bandidos armados, civis desarmados" foi o que pairou no espírito de muitos daqueles que não aderiram ao Sim.


 Além disto, fica ainda a dúvida se a questão que levou a um gasto superior a mais de duzentos e cinqüenta milhões de reais era ou não objeto de referendo, era ou não oportuna.


 Dizer agora que faz parte da democracia multiplicar referendos é outra balela que precisa, esta sim, ser combatida. Já houve jornalista querendo referendo sobre o aborto! Só falta algum excêntrico propor um referendo sobre os dez mandamentos da Lei de Deus!
Os governantes deveriam parar para pensar. Olhar as estradas mal cuidadas deste país que matam milhares de brasileiros; reverter a situação de penúria de milhões de patrícios que estão além da faixa da pobreza; providenciar uma melhor distribuição de renda; varrer a impunidade; impedir que as CPis terminem numa monumental pizza; enfim, vir de encontro às verdadeiras necessidades da população. Ir às causas profundas dos males que assolam a nação.


 Com Deus não se brinca e qualquer tentativa para propor questões que diretamente violam os mandamentos bíblicos é tramar contra a felicidade comum. Tudo que é, em si, intrinsecamente, desobediência ao Criador precisa ser afastado.


 Mais do que nunca cumpre discernimento àqueles que orientam a opinião pública.