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Não foi fácil a vida de Nossa Senhora PDF Imprimir E-mail
Escrito por Maria Fernanda Barroca   
O mês de Outubro é dedicado na Igreja Católica a honrar Nossa Senhora do Rosário. Como sabemos o Rosário é uma devoção muito antiga e é constituído por um conjunto de 15 mistérios da vida de Jesus e/ou de Maria, formado cada um por 10 Avé- Marias.

Longe de mim querer alterar por pouco que seja o que é uma tradição secular, mas pensei em dedicar estas linhas a 15 situações que não foram fáceis na vida de Nossa Senhora.

Com a visita do Anjo Gabriel anunciando a Maria a concepção de Jesus,
o Fiat não foi fácil uma vez que Maria disse ao Anjo: "Como será isso, se eu não conheço homem? (Lc 1, 34).

Logo de seguida o Anjo anuncia-lhe a gravidez de sua prima Isabel já avançada em idade. Maria corre às montanhas para ajudar Isabel numa situação muito melindrosa. Quando passados três meses regressa a Nazaré já se notam os sinais da sua gravidez que não passam despercebidos a José. Devia ser dramático – nada fácil, portanto, o relacionamento entre ambos até que um Anjo esclarece José.

E quando já estabelecidos na sua casa de Nazaré, surge o decreto de César para o recenseamento em Belém. Não foi fácil para Maria, quase no fim da gravidez, empreender uma tão longa viagem.

Nesse lugar vem à luz o Menino  na mais abjecta pobreza. Não foi fácil para Maria não ter mais do que um curral não só pobre, mas imundo e gélido para acolher o seu Filho.

E passados 40 dias Maria no Templo ouve a profecia de Simeão que lhe anuncia muito sofrimento. Não foi nada fácil para Maria a espada de dor que lhe foi anunciada.

Recompostas as coisas e numa incipiente normalidade não foi fácil aceitar a fuga para o Egipto para fugir à perseguição de Herodes.

Quando o Anjo anunciou a José que podiam regressar pois Herodes tinha morrido, não foi fácil vencer o receio de que alguém ainda quisesse fazer mal ao Menino.

Estabelecido o casal em Nazaré a vida decorria com serenidade até ao dia em que foram os três – José, Maria e Jesus – ao Templo de Jerusalém. Não foi fácil a Maria sofrer os momentos em que perdeu Jesus; até O encontrar muitas lágrimas terá vertido e muito angustia nela se acumulou. 

Começada a vida pública de Jesus que Maria acompanhava mesmo de longe, não foi fácil para ela ver o modo invejoso e maldoso como Jesus era tratado pelos fariseus sempre à espreita para Lhe fazerem mal.

E chega a Agonia do Senhor que Maria acompanhou através das notícias que lhe chegavam pelos amigos do Senhor. Não foi fácil à Mãe estar longe do Filho em momentos tão dramáticos.

Surge então a oportunidade de Maria O ver a caminho do Calvário com a Cruz às costas. Não foi fácil a Maria aceitar todo o mal que fizeram ao seu Filho e estava patente no estado lastimoso em que O viu.

Maria segue o cortejo até ao Gólgota e depois da crucificação não foi fácil permanecer em pé junto à Cruz assistindo à lenta agonia de Jesus.

Morreu Jesus e os amigos piedosamente retiraram o Senhor da Cruz e depositaram-nO no regaço de Maria. Não foi fácil para  Maria comparar o corpo morto de Jesus com o do Menino tão lindo que outrora teve no seu regaço.

E depositam o Senhor num sepulcro. Não foi fácil para Maria não poder contemplar o corpo, mesmo coberto de chagas e lama  do seu Filho – foi a grande solidão!

E após a Ressurreição os quarenta dias até à Ascensão passaram depressa e então Maria perdeu a vista de Jesus para sempre cá na Terra – coisa que imaginamos não foi fácil para ela.

Em todos estes sucessos uma só coisa sobressai – o silêncio da fé de Nossa Senhora.