Busca no Site

Interativos

Receba nossas novidades



Receber em HTML?

Enquete

Sacerdócio Feminino
 

Compartilhe este site

Faça um pedido de oração





  
Informe o código de segurança para confirmar:
 

Natal eterno, temporal e místico PDF Imprimir E-mail
Escrito por Padre Pio Milpacher   
No dia de Natal todo padre pode rezar três Missas. O que significa isso?

É para celebrar os três nascimentos de Jesus Cristo: o nascimento eterno do Pai, o temporal de dois mil anos atrás e o nascimento místico em cada um de nós.

O nascimento eterno é assim enunciado por S. João no começo do seu Evangelho: “No princípio (desde a eternidade) era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus... junto ao Pai, como Filho único” (Jo, 1,1, 14). Quer dizer: Jesus Cristo é filho de Deus, é eterno como o Pai; e “tudo foi criado por meio dele” 1,3).

O nascimento temporal, histórico, aconteceu em Belém da Judéia (no Oriente Médio), pouco mais de dois mil anos atrás, e é narrado no segundo capitulo do Evangelho de S. Lucas.

O terceiro é o nascimento místico: Jesus deve nascer na alma de cada Cristão, e crescer sempre mais, para que cada um receba a Redenção realizada por Ele com sua morte na Cruz e Ressurreição gloriosa.

O nascimento eterno fundamenta a fé na divindade de Jesus Cristo: Ele é homem, nascido da Maria virgem, mas não tem pai na terra: foi concebido por uma intervenção milagrosa de Deus. É o primeiro dogma de fé, definido pelo primeiro Concílio ecumênico: o de Nicéia, do ano 324. Sendo Deus, sua paixão e morte tem o valor de expiar os pecados do mundo inteiro e reconciliar a humanidade com Deus. Seu ensinamento constitui a revelação definitiva de Deus. Deve ser adorado por nós e invocado com fé, sendo todo poderoso.

O nascimento temporal fundamenta sua humanidade: é pessoa humana como nós, sujeito como todo mundo aos altos e baixos desta condição: sofre fome e sede, frio e calor; deve trabalhar para se ganhar o pão de cada dia. Fala e age como qualquer pessoa. È pela originalidade e sublimidade da doutrina, a santidade da vida, os milagres, sobretudo da Ressurreição e ascensão ao céu, que prova ser mais do que simples homem: é um ser divino! Sua doutrina constitui a revelação mais alta, completa e definitiva de Deus.

O nascimento místico é lembrado por S. João: “Veio para o que era seu (povo), e os seus (concidadãos) não o receberam. Mas a todos que o receberam (que se converteram ao cristianismo) deu o poder de se tornarem filhos de Deus” (1, 12s). No capítulo terceiro especifica que este novo nascimento acontece pelo Batismo. Doutrina muitas vezes repetida e explicada por S. Paulo nas suas cartas, e lembrada pelo Concílio Vaticano secundo.

É este nascimento espiritual que interessa diretamente cada um de nós. É tão importante que Jesus mesmo o expressa em forma negativa: “Quem não nascer da água (do Batismo) e do Espírito (Santo) não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3,5).

No capítulo quinze, sempre do mesmo S.João, (1-8) Jesus explica que pelo Batismo somos incorporados a Ele, como o ramo é incorporado à videira, recebendo dela a vitalidade.

Este fato evidencia a diferença entre o Batismo de João Batista (dos Espíritas e de outras religiões, como do Hinduísmo) e o de Jesus. Não é um simples rito de purificação, que indica o desejo de limpar-se dos pecados e viver uma vida nova. Para nós, é receber uma força superior (a graça de Deus) para viver limpos da herança de Adão e Eva pecadores e revestir a vida santa de Jesus Cristo, recebendo dele a ajuda dos seus exemplos, a orientação da sua palavra e o fruto dos merecimentos ganhos por Ele com sua paixão e morte.  Por isso batizamos também as crianças, para que, desde o berço participem desta incorporação a Jesus Cristo e sejam logo educados a imitar seus exemplos e seguir sua doutrina.

È este nascimento espiritual e tipo de vida que interessa diretamente a cada um de nós. Se o Natal não despertar em nós a vontade de crescer mais em Cristo, se reduz a  exterioridade.

Pe. Pio Milpacher
Congregação de Jesus Sacerdote
Osasco - SP