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O jubileu de Wojtyla - Dom Sinésio Bohn - Bispo de Santa Cruz do Sul PDF Imprimir E-mail
Escrito por Elbson   
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Nascido aos 18 de maio de 1920, Karol Wojtyla, já com experiência de operário, de dramaturgo e alpinista, foi ordenado padre aos 26 anos de idade. Em 1964 foi nomeado Arcebispo de Cracóvia, na Polônia. Aos 16 de outubro de 1978, sucedendo a João Paulo I que “apenas teve tempo para sorrir ao mundo”, o Arcebispo de Cracóvia foi eleito Papa, assumindo o nome de João Paulo II. Sua primeira palavra como Papa foi esta: “Não tenham medo”.

No Vaticano reinava a convicção de que o Papa devia ficar em Roma para dirigir os seus um bilhão e cem milhões de católicos. Mas ele tem veia missionária: fez 103 viagens apostólicas, atingindo todos os continentes. O Papa é também o Bispo de Roma: visitou 301 paróquias de sua Diocese. Canonizou cerca de 470 santos, entre eles pais de família e até um jogador de futebol.

Neste domingo, dia 19 de outubro, beatificará a Madre Teresa de Calcutá. São modelos propostos para serem imitados pelos cristãos de hoje.

Com 83 anos de idade, vulnerado pelos tiros certeiros de Ali Agca, enfermo e alquebrado, o Papa Wojtyla continua imperturbável à frente da Igreja Católica.
É um exemplo de fidelidade a Cristo e à missão apostólica.

Dia 16 de outubro, “o servo dos servos de Deus”, assinou a exortação apostólica “Pastores Gregis” (Pastores do Rebanho), dedicada ao ministério dos Bispos. Dia 28 a 31 de outubro, em Brasília, os integrantes do Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) dedicaremos um bom tempo para o estudo desta última exortação.

O próprio João Paulo II contou aos bispos gaúchos que, após a queda do muro de Berlim, o fim da União Soviética e do comunismo, para evitar o esfacelamento dos países do Leste Europeu e sua acolhida no mundo ocidental, ele mesmo dedicou um terço de seu tempo à paz e à cooperação entre os povos. Não é por nada que o atual Papa tem fama de hábil e exitoso político. Melhor seria dizer: “um homem de paz”.
Pessoalmente admiro sua confiança na juventude, à promoção do ecumenismo, da justiça e da paz. Sua firmeza e desassombrosa coragem de emitir e defender suas convicções, como o direito à vida e à dignidade das pessoas, ele mesmo resume: “O caminho da Igreja é o ser humano”.

O sucessor de Pedro precisa e merece a oração do povo para que seja feliz e possa cumprir a sua missão de apascentar o rebanho de Cristo.

Publicado pela CNBB em 18/10/2003