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O Pão do Céu PDF Imprimir E-mail
A bela ilha de Florianópolis celebrou em maio último o 15º Congresso Eucarístico Nacional com grande participação do povo de Santa Catarina e do Brasil e com a presença do episcopado brasileiro. Sempre de novo cantamos: “Vinde e vede; Ele está no meio de nós”.

Na festa de Corpus Christi o povo católico manifesta publicamente sua fé na presença real de Cristo na santa Eucaristia. Cremos com Paulo Apóstolo: “O cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo”? (1 Cor 10,16). Por isso chamamos esta festa de “Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo”.

Dom Hélder Câmara, perguntado por um menino qual foi o dia mais lindo de sua vida, respondeu: “O dia de minha primeira comunhão”. E acrescentou: “Ah!, ter no meu coração o próprio Jesus Cristo, Filho de Deus, aquele mesmo que se fez homem em Belém, morreu por nós no Calvário. Que maravilha”!

Como todos comungamos do mesmo pão e bebemos do mesmo cálice, nos unimos profundamente entre nós, formando a comunhão do povo em Cristo. Por isso contamos com a tradição: “Onde reina a caridade e o amor, Deus aí está”.

De outro lado, surge a pergunta crítica: Se alguém passa a vida sem se importar com a sorte do próximo, será que compreendeu o que é a Eucaristia?

A Carta Eucarística de Florianópolis ensina: “Comungando o Cristo no sacramento da Eucaristia, nos tornamos pessoas eucarísticas. Na Eucaristia, realiza-se o sonho de todo ser humano, a felicidade e a liberdade, que consistem em servir ao próximo, do mesmo modo como Jesus. Na oferta de sua vida, no seu sacrifício, experimentamos o amor do Senhor por cada ser humano. Queremos ver Jesus em nós mesmos e em cada ser humano”.

Diante da onda de violência, de egoísmo, de enfraquecimento da família e da vida comunitária, a Carta de Florianópolis proclama: “Na Eucaristia, experimentamos que a espiritualidade da comunhão será a força renovadora de nossas comunidades e paróquias, vocações e ministérios, pastorais e movimentos”. E conclui: “Queremos ver Jesus em nossas comunidades eclesiais e fazer delas o fermento de uma nova sociedade”.

O 15º Congresso Eucarístico propõe ainda a celebração do domingo como “O Dia de Deus” e sugere às comunidades com presença da Eucaristia reservar um dia por semana para a adoração do Santíssimo Sacramento. Onde não há padre ou diácono, um ministro ou ministra pode abrir o tabernáculo para a adoração e depois guardar o Santíssimo respeitosamente de novo.

Na Eucaristia experimentamos a alegria do céu: viver em Deus, envolvidos por Cristo no amor da Trindade Santa, Pai e Filho e Espírito Santo. Agradecidos e encantados dizemos com Dom Hélder: “Ah, que maravilha”!
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Dom Sinésio Bohn - Bispo de Santa Cruz do Sul
Fonte: CNBB