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Oração a Divina Misericórdia - Parte II PDF Imprimir E-mail
Escrito por Elbson   

 

CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID

Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

 

Ao descortinar – na esperança – dias de um amanhã mais cheio de paz e solidariedade, num olhar retrospectivo sobre a história conturbada de nossa vida, somos levados a agradecer os vossos mais densos gestos de misericórdia: a Encarnação e Morte de vosso amado Filho, a vinda do Espírito Santo, o desdobramento do vosso amor materno e acariciante em Maria, Rainha dos Apóstolos, Estrela reluzente da Evangelização. Não podemos deixar de agradecer e louvar!

Nós vos louvamos pela esperança, certeza do incerto, segurança do inseguro, promessa do auxílio perene: Porque vós sois o Pai das esperanças todas, Mãe das certezas do aparente impossível...

 

Pai, nós te louvamos como Pai: Só vós sabeis ao certo o significado desse nome: PAI!!! Segredo de amor, ternura, compreensão, delicadeza, paciência, proximidade, firmeza suave, rigor de amor, conselho, acolhida, abertura, perdão, misericórdia, mar de bondade, bem-querer... Sem nada querer Que não seja nosso Bem! Só vós sois O PAI DE VERDADE!

 

Permiti, ó Pai, que agora, vos rendamos graças, apesar da fraqueza de nossa voz, da debilidade de nossos sentimentos, da pequenez de nosso amor...Vós sois Pai e isso nos anima, nos dá ânimo, força e audácia para falar: Ó Pai, nós não podemos mais calar...Nosso coração de filhos e filhas vibra, canta, exulta, salta de alegria.

Queremos agradecer-vos (E como poderemos?), por serdes nosso Pai, como vós o quisestes e dissestes: “Vós sereis para mim como filhos e filhas!” PAI-NOSSO, dizemos com devoção e orgulho, bem sabendo, que somos: Filhos e filhas, indignos de tanto amor...

 

Afastados, em Adão, de vossa presença, vós nos chamastes, nos buscastes, por sucessivas alianças, pactos de amor, perdoando-nos mais que “setenta vezes sete vezes”, perscrutando as curvas da estrada, os meandros da história...por onde voltaríamos...

 

Agradecemo-vos a paciência de Pai, esperando o retorno dos filhos e filhas, levados na desgraça: dos abandonos, dos cativeiros, dos descaminhos... Chorastes conosco no Egito, nas beiradas dos rios da Babilônia, alegrando-vos com nossos retornos. Escutastes, como Pai entristecido, os nossos gritos, lamentos de desespero, mandando-nos, em Moisés, um Libertador.

 

Cansado de nos contemplar errantes, perdidos, cansados e sem rumo... enviastes, ao final dos tempos de uma angustiosa espera, enviastes “O Esperado das nações”, vosso próprio Filho, Jesus, vosso mensageiro de amor e paz, vossa eterna Palavra de Perdão,

feita Gente, igual a nós em tudo...Menos, no degradante pecado. Como, ó Pai, agradecer-vos este presente dos presentes, eco fiel, retrato visível, efeito realizado de um amor sem igual?...

 

Jesus, misericórdia encarnada do Pai, anuncia, evangeliza, revela os segredos de vosso Coração de Pai, estampando-os em cada página do Evangelho, traduzindo-os em cada gesto de amor, em cada palavra de esperança...”Vinde a mim todos: eu vos aliviarei”, dizia Ele.

“Quem me vê, vê também o Pai”!

 

Ó Pai, não tivestes dó de vosso próprio Filho, mas, para salvar filhos e filhas ingratas, para tirar o peso do pecado do mundo, para limpar os horizontes de nossa História, para franquear as portas da Eternidade feliz, não hesitastes em sacrificar vosso único Filho... “Faça-se, ó Pai, não a minha, mas a vossa santa Vontade!”

 

Ó Pai, antes de vosso Filho, exausto, cansado e moribundo, agonizante... entregar-se, definitivamente, em vossas mãos, ainda apelou para o vosso perdão por nós: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem...sim, ó Pai, realmente, não sabem, jamais saberão qual a malícia do pecado, da rejeição do amor e da misericórdia, da rejeição do Filho de Deus...Pai, perdoai-lhes!”

 

Pai de amor e de misericórdia, queremos agradecer-vos, comovidos e confiantes, o Dom do Espírito Santo! Recolhendo a delicadeza vossa e do Filho, juntando toda a vossa simpatia, vossa alegria e paz, vosso perdão e união de amor... Encarregastes ao vosso Espírito de amor, que vos une ao vosso eterno Filho, encarregastes de nos trazer esses tesouros...feitos línguas de fogo, tufão, vento tempestuoso e aragem, água borbulhante e transbordante nas cristalinas nascentes do amor, luz sem ocaso.

 

Queremos, ainda, ó Pai, agradecer-vos o “rosto materno”, evidenciado e mostrado em Maria, vossa filha predileta e única, modelo de todas as mulheres, nossas irmãs...

 

Vosso Coração materno de Pai, vosso jeito de acariciar, de sentir e amar, vosso jeito materno e feminino...Obrigado, Senhor, Pai do Céu!!!

 

Por fim, ó Pai, queremos pedir...

 

Que sejamos, Deus e Pai-Nosso, menos indignos, indignas de vós, menos fechados, fechadas em nós mesmos. Que sejamos mais dóceis à voz paterna, mais sensíveis aos vossos apelos, mais prontos ao vosso chamado, mais sensíveis aos vossos desejos... Daí-nos corações dóceis e humildes, parecidos com o Coração de vosso Filho, obediente até à morte de cruz...

 

Dai-nos vosso Espírito de união, para amar ao jeito vosso, ao vosso impulso de amor e de perdão. Afastai de nós as desuniões, oposições e rixas! Perdão, ó Pai querido, pelas diferenças, as gritantes desigualdades entre nós, perdoai os racismos, as exclusões e abandonos! Perdoai as nossas fugas, as covardias, o medo...Perdoai, mesmo, quando nós não temos vontade, não encontramos o jeito de perdoar...Dai-nos os sentimentos de vosso Coração de Pai, dai-nos o vosso modo de julgar, vosso modo de ser e de agir. Só assim seremos dignos de ser chamados: Filhos de vossa predileção!

 

Nós vos pedimos, perdão, ó Pai, pelas vezes, muitas vezes, vezes tristes, em que abandonamos a vossa e nossa Casa Paterna...desandamos pelo mundo, perdendo sandálias, vestes, fortuna, o anel... Teu amor de Pai nos fez voltar! Obrigado pela acolhida, pelo perdão imediato, pela veste nova da reconciliação, pelo anel da pertença ao vosso Reino.

 

Obrigado pela linda festa!...Dai-nos a graça de nunca mais vos abandonar!

 

Amém! Amém! Amém

Disponibilizado pelo Amai-vos em 4/12/2003