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Pe. Zezinho - Muito antes do PT PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pe. Zezinho   
Entenderemos melhor o que houve com o PT depois de entendermos melhor o que houve e o que há com a política no Brasil desde que se tem memória. Poucas vezes foi coisa pública. Para grande número de políticos, com a  conivência de seus pares e apadrinhados, ou com a impotência dos honestos, foi mais um ato de apossar-se do bolo e reparti-lo para os seus do que seguir os trâmites, que, mesmo imperfeitos, os sujeitariam às leis da república.

O alvo foi quase sempre o dinheiro gordo, algumas vezes, o poder sobre uma região, onde, outra vez, valia o acesso ao dinheiro público. Governos, autarquias, estatais, prefeituras, bancos, ministérios, secretarias, foram disputados no tapa, aos gritos e até no sangue porque o acesso a eles significava anos de poder e de benesses. Não sejamos injustos: houve muitos e bons políticos de carreira e reputação ilibada, mas um mergulho na História da corrupção no Brasil mostra o grau de contaminação da política nacional e regional onde imperava e ainda impera o maquiavelismo. O dinheiro está lá na política e muitos vão lá buscá-lo. As promessas? Quem as cumpre?

O que houve com o PT já houve antes dele. Alguns militantes messiânicos que, no mundo inteiro, para instaurar a república dos seus sonhos julgavam válido assaltar bancos, explodir prédios, matar companheiros que discordassem ou os delatassem, apagar agentes da lei, seqüestrar embaixadores, apossar-se de escolas, prédios e terras, com a democracia deixaram a clandestinidade e foram atuar nos congressos. Muitos abandonaram aquelas táticas. Foi conversão verdadeira. Outros, nem tanto. Acharam-se com mais direitos do que os outros e continuaram agindo dentro da lei como guerrilheiros que tinham sido antes. Uruguai, Chile, Argentina, Espanha, Alemanha, Itália contam mil histórias de ex-combatentes que nunca mais agiram à revelia das leis.  Mas houve os outros.

O PT passou e passa por isso. Alguns de seus membros saíram da luta sem sair. Reagem com o mesmo espírito daquele tempo. O partido é seu, a célula é sua, a decisão é a de companheiro na frente de batalha, podem ter errado, mas era necessário, fizeram o que fizeram por um objetivo maior, que no devido tempo, o partido e a  nação entenderiam! Os dados estarrecedores que chegam até nós não devem ser circunscritos ao PT, embora nele se revele de maneira mais chocante. Os verbos são: influir, apossar-se do território, fincar pé, instalar-se e avançar no terreno dos outros, até que o país se torne o país dos seus sonhos,mesmo que não seja o dos sonhos da maioria.

Há dois tipos de socialismo: o escolhido e o imposto. E há muitas maneiras de impor: uma é pelas armas, a outra é apossar-se de muito dinheiro, corromper e comprar políticos sem consciência e, às custas deles, passar as leis que acham que o país precisa para se tornar a democracia que eles querem. Mas o que começa com corrupção e morte dificilmente deixa de corromper e matar.Vira vício. As revoluções costumam ser autofágicas. Na falta de inimigos um devora o outro.