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PRESENÇA REAL PDF Imprimir E-mail

Por Presença Real entende-se que na Hóstia Consagrada Cristo está Realmente Presente, Cristo está totalmente presente, isto é, com o Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, por efeito da Transubstanciação.

O Concilio de Trento declarou :

- Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção de que o Sagrado Concílio de novo declara : pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na do Sangue ; e esta mudança, a Igreja Católica chama-lhe, com justeza e exactidão, Transubstanciação. (DS 1642).(cf. CIC 1373).

E a Igreja permanece fiel a esta doutrina de que dá o melhor testemunho o Catecismo da Igreja Católica :

1373. - «Jesus Cristo que morreu(...) que ressuscitou (...) que está à direita de Deus (...) que Intercede por nós (Rom,8/34) está presente na sua Igreja de muitos mudos: - na sua Palavra, na oração da sua Igreja, "onde dois ou três estão reunidos em Meu nome"(Mt. 18/20), nos pobres, nos doentes, nos prisioneiros (Mt. 25/31-46), nos seus sacramentos, dos quais é o autor, no sacrifício da Missa e na pessoa do ministro. Mas “está presente sobretudo sob as espécies eucarísticas”. (SC 7).

Mas esta presença de Cristo, esta Presença Real, é muito especial, uma vez que Cristo se oculta sob as espécies do pão e do vinho.

Baseado nos textos conciliares e nos escritos dos Santos Padres, o Catecismo da igreja Católica diz :

1374. - O modo da presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz dela "como que a perfeição da vida espiritual e o fim para que tendem todos os sacramentos" (S.Tomás de Aq. Summa Theol. 3,73,3). No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão "contidos, verdadeira, real e substancialmente, o Corpo e o Sangue, conjuntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo total (Conc.de Trento : DS 16511. "Esta presença chama-se real», não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem “reais”, mas por antonomásia, porque é Substancial, quer dizer, por ela está presente Cristo completo, Deus e homem". (MF 39).

É pelo efeito da Palavra de Deus e da acção do Espírito Santo, que Cristo se torna presente sob as espécies do pão e do vinho, e é pela Palavra de Deus que os Santos Padres sempre afirmaram a Presença Real, de que o Catecismo da Igreja Católica continua a dar conta :

1375.É pela conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo que Ele Se torna presente neste Sacramento. Os Padres da Igreja proclamaram com firmeza a fé da mesma Igreja na eficácia da Palavra de Cristo e da acção do Espírito Santo :

Não é o homem que faz com que as coisas oferecidas se tornem Corpo e Sangue de Cristo, mas o próprio Cristo, que foi crucificado por nós. O sacerdote, figura de Cristo, pronuncia estas palavras, mas a sua eficácia e a graça são de Deus. Isto é o Meu Corpo, diz ele. Esta palavra transforma as coisas oferecidas. (Prod.Jud.1,6).

E Santo Ambrósio diz ainda, a respeito da mesma conversão :

Estejamos bem convencidos de que isto não é o que a natureza formou, mas o que a bênção consagrou, e de que a força da bênção ultrapassa a da natureza, porque pela bênção a própria natureza é mudada... A Palavra de Cristo, que pode fazer do nada o que não existia, não havia de poder mudar coisas existentes no que elas ainda não eram ?

Porque não é menos dar às coisas a sua natureza original do que mudá-la. (Myst.9,50-52).

Pela sua Presença Real, Cristo está presente na hóstia consagrada, desde o momento da consagração até que as espécies eucarísticas subsistem. Cristo está presente todo em cada uma das espécies e todo em cada uma das suas partes, de maneira que a fracção do pão não divide Cristo. (cf.CIC 1377).

Deste modo, quem comungar só o pão ou só o vinho, recebe o Cristo total, por concomitância.

A Presença Real, quer durante a celebração da Missa desde a consagração até à comunhão, quer na sagrada Reserva do Sacrário, exige da parte dos fiéis o maior respeito nas suas atitudes pessoais e também na maneira de se apresentarem na Igreja em que Cristo está presente no Sacrário.

Cristo quis ficar presente no meio de nós de maneira admirável, pelo Seu amor por nós e para que nós sentíssemos o Seu amor constante e Lhe manifestássemos também o nosso amor.

É esta grande verdade que o Catecismo da Igreja Católica nos quer lembrar e recomendar quando diz :

1380. - É verdadeiramente conveniente que Cristo tenha querido ficar presente na sua Igreja deste modo único. Uma vez que ia deixar de estar presente com os seus, sob forma visível, Cristo quis que tivéssemos o Memorial do amor com que nos amou “até ao fim” (Jo.13/10), até ao dom da própria vida. Com efeito, com a sua presença eucarística, Ele fica misteriosamente no meio de nós, como quem nos amou e Se entregou por nós, e fica oculto em sinais que exprimem e comunicam este amor :

“A Igreja e o Mundo têm grande necessidade do culto eucarístico.

Jesus espera-nos neste Sacramento de amor.

Não regateemos o tempo para estar com Ele na adoração, na contemplação cheia de fé e aberta a reparar as faltas graves e os pecados do mundo.

Que a nossa devoção não cesse jamais”. (João Paulo II-Dominicæ cœnæ).

Estamos a celebrar a Páscoa em que Cristo instituiu a Eucaristia e o sacerdócio e em que apareceu a nova Encíclica do papa sobre a Eucaristia.

Momento sumamente importante para meditarmos e vivermos a verdade profunda do Mistério da Presença Real..