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Queremos ver Jesus na Família PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dom Rafael Llano Cifuentes   

 Dom Rafael Llano Cifuentes
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Presidente da Comissão para a Vida e a Família

Toda a Pastoral Familiar este ano estará como que permeada do projeto “Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida”. Os subsídios da “Hora da Família”, os Roteiros para a Semana Nacional da Família, as celebrações para o dia das mães e dos pais e a celebração da Sagrada Família, estarão impregnadas do espírito desse novo projeto evangelizador, sob este lema geral: Queremos ver Jesus na Família. A seguir, a título de exemplo, apresentamos alguns traços característicos que irão aparecendo através dessas orientações.

Queremos ver Jesus no amor conjugal

Amar não é um simples impulso, mero sentimento. Compreende a personalidade toda. Amar é um verbo cujos múltiplos tempos e modalidade é preciso saber conjugar: aprendendo progressivamente a respeitar, compreender, perdoar, esperar, carregar, servir e sacrificar-se. O amor autêntico se tipifica pela doação, pelo espírito de sacrifício. O Senhor nos diz: “Ninguém tem mais amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (Jô. 15, 13).

Essa doação sacrificada está feita a fidelidade. Fidelidade que gera felicidade, como disse João Paulo II: “O Senhor deseja a vossa felicidade, mas quer que saibais conjugar sempre a fidelidade com a felicidade, pois não pode haver uma sem a outra” .

É nessa abnegada fidelidade mútua dos cônjuges que enxergaremos o rosto amável do Senhor Jesus.

Queremos ver Jesus nos pais que estão abertos a receberem os filhos que Deus lhes quer confiar.

“O amor é fecundo... não se esgota na comunhão entre os conjugues, mas está destinado a continuar suscitando novas vidas. O matrimônio e o amor conjugal estão de per si ordenados à procriação e educação dos filhos. Sem dúvida, os filhos são os dons mais excelentes do matrimônio e contribuem grandemente para o bem dos pais” .

É preciso que os pais saibam encontrar nos seus filhos, a encarnada fusão das suas próprias vidas, entrevendo também nos olhos deles o olhar do Senhor Jesus, doador da vida.

Queremos ver Jesus na fisionomia dos esposos que trabalham solidária e incansavelmente na educação dos seus filhos.

Os pais são para os filhos mas os filhos não são para os pais. É por isso que os filhos têm o direito de que os pais vivam unidos e, conseqüentemente, os pais têm a obrigação de manter a sua união em benefício dos filhos. Eis porque a tarefa educacional solidária fomenta o amor mútuo e a harmonia conjugal: os filhos enriquecem a integração dos pais.

“É dever dos pais criar um ambiente de tal modo animado pelo amor e pela piedade para com Deus e para com os homens que favoreça a completa educação pessoal e social dos filhos. A família é, portanto, a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade.”

Cabe aos pais ir, pouco a pouco, esculpindo nos seus filhos a personalidade de Jesus Cristo, o filho muito amado do Pai.

Queremos ver Jesus dentro desse “santuário doméstico da Igreja” que é a família, “célula primeira e vital da sociedade”

A família tem que constituir-se, dentro do organismo social, como um foco irradiador de vitalidade cristã; um ponto de ignição desse fogo que Cristo veio trazer à terra.

É a família que salvará à família. É a família cristã que dará nova vida à família doente, atingindo-a precisamente no seu âmago, como uma injeção intravenosa que penetra na corrente circulatória da sociedade.

Queremos ver Jesus clamando aos Apóstolos de todos os tempos: “Ide evangelizai a todas as gentes, de todas as raças e de todas as línguas” (Mc 16, 15-16).

Queremos ver Jesus no sacerdote que orienta e acompanha a nossa família

“Cabe aos sacerdotes – nos lembra o Concílio -, devidamente informamos acerca das realidades familiares, auxiliar a vocação dos esposos na sua vida conjugal e familiar por vários meios pastorais, como a pregação da palavra de Deus, o culto litúrgico e outras ajudas espirituais; devem ainda fortalacê-los, com caridade, para que assim se formem famílias verdadeiramente irradiantes” .

Essas “famílias verdadeiramente irradiantes”, que converterão os seus lares em autênticas “Igrejas domésticas” (Icor. 16,19), serão o fermento na massa dessa nova evangelização do terceiro milênio na qual tantos depositamos as nossas esperanças. É assim que esperamos ver Jesus plasmado no rosto multiracial de toda a família humana.


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