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Rosas e pão PDF Imprimir E-mail

Dom Sinésio Bohn
Bispo de Santa Cruz do Sul


Um amigo meu, perguntado sobre nossa comida, disse: “Aqui é muito bom: é feijão e arroz todos os dias”. Se fosse no outro lado do mundo, talvez o amigo dissesse: É pão e arroz todos os dias”. Foi no Oriente que Jesus ensinou a rezar: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Aqui, é claro, o pão é o símbolo da comida.

Os alemães, antes de os brasileiros criarem a “Campanha da Fraternidade”, desde 1958 fazem anualmente a “Campanha da Quaresma”, que culmina com a Páscoa e com a coleta pelos pobres do mundo. Em 2004 os católicos escolheram o lema: “Pão e Rosas” (Brot und Rosen). O cartaz da campanha foi feito por sete mulheres da América Latina, inclusive uma brasileira, presas num presídio da Alemanha. O continente visado é justamente a América Latina, com acento no Brasil.

São 830 milhões de pessoas famintas no mundo. A ONU (Organização das Nações Unidas) colocou como desafio para o ano de 2015: reduzir pela metade esta cifra.

Mas, como nota Mons. Sayer, diretor da obra de amor chamada Misereor, “nestes primeiros anos do novo milênio não demos nenhum passo para frente. O contrário é a verdade”. E denuncia: Um bilhão e trezentos milhões de pessoas têm menos do que um dólar para sua sobrevivência diária.

Já o Presidente Lula, solidário com os 40 milhões de brasileiros, criou o projeto “Fome Zero”: Assumiu o compromisso de cada brasileiro tomar três refeicões por dia até o final de seu governo. Parecia pouco, mas criou impacto mundial.

E as rosas? As rosas são o símbolo do amor. Vale para ricos e pobres. Todos precisamos de carinho, de valorização, de gestos de amor. Aliás, nisto Jesus foi ao extremo : deu sua vida na cruz por amor à humanidade.

Pão e rosas: globalização da solidariedade, civilização do amor.

Mas existe também a fome de Deus, a partilha da Palavra de Deus, da Eucaristia.

É tempo de o Brasil pensar em “Fraternidade e Água” tema da Campanha da Fraternidade 2004, sob o lema: “Água, fonte de vida”.

Num mundo de guerras, de concentração de renda, de ostentação de poder e opressão, vamos construir redes de solidariedade, para superação da fome e da miséria. Não se vive só de pão, também de amor, de justiça e fraternidade.

Neuss, Alemanha, aos 29/01/2004.