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Santissimo Corpo e Sangue de Cristo PDF Imprimir E-mail

 Ocorre hoje, dia 15, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – uma das três Quintas feiras mais importantes do Calendário Litúrgico. Juntamente com esta Quinta Feira, temos as outras duas: a Quinta Feira da Ascensão e a Quinta Feira Santa.

 

Na Quinta Feira Santa, começa Jesus a Sua vida Eucarística, quando sentado à mesa com os Seus discípulos tomando o pão disse: “Tomai e comei, isto é o Meu Corpo”. O pão continua a parecer pão, mas é o Corpo de Jesus – aqui tem lugar não só a Primeira Missa, mas também a Primeira Comunhão.

 

A Quinta Feira da Ascensão [1] celebra o triunfo de Jesus. Saiu do Pai e para Ele volta, prometendo contudo que não ficaríamos sós, mas que sacramentalmente ficava connosco.

 

Na Quinta Feira do Corpo de Deus o “Jesus escondido”, como gostava de lhe chamar o Beato Francisco, um dos três Pastorinhos de Fátima, deixa o sacrário e é exposto à nossa adoração de uma forma solene e pública.

 

Neste dia da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, a nossa homenagem a Jesus sacramentado não se fica pela adoração dentro de qualquer Igreja. É costume, nesse dia, trazer o Senhor Sacramentado para as ruas das nossas cidades, vilas e aldeias, em procissão solene, fazendo-nos lembrar que também nós caminhamos para a eternidade como fim último, mas desde agora devemos caminhar para a santidade.

 

Este dia é um dia não só de adoração, mas também de acção de graças e de alegria. Jesus não só se fez nosso alimento como também se faz nosso companheiro de viagem pelos caminhos da vida – Ele mesmo disse: “Eu sou o Caminho”.

 

Nas procissões eucarísticas, o silêncio que envolve os nossos templos onde Jesus se encontra no sacrário, é substituído pelo ruído das ruas e pelos cânticos e tocar das fanfarras que assim querem manifestar a alegria que vai na alma de cada um. Enquanto a Quinta Feira Santa é um dia de adoração silenciosa e recolhida e como tal intimista, a Quinta feira do Corpo de Deus é uma festa social – Jesus é trazido para o meio de nós; não somos nós que vamos ter com Ele, é Ele que vem até nós.

 

“Deste Pão de vida, remédio de imortalidade, nutriram-se inúmeros santos e mártires, haurindo dele força para resistir também a duras e prolongadas tribulações. Eles acreditaram nas palavras que um dia Jesus pronunciou em Cafarnaum: «Eu sou o pão vivo, descido do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente» (Jo 6, 51)” (João Paulo II, em Roma, a 22 de Junho de 2000).



1. Em Portugal, por não ser dia feriado, celebra-se no Domingo seguinte