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Celibato dos Sacerdotes
 

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SANTO GRAAL PDF Imprimir E-mail

A lenda do Santo Graal refere-se ao Cálice que Jesus teria usado na Última Ceia, a que deram o nome de Santo Graal, e ao Precioso Sangue.

               Tornou-se objecto de muitas histórias desde os tempos medievais, mas nunca se provou a existência, como relíquia verdadeira, do cálice da Última Ceia.

     

                              O Cálice de Antioquia (4° ou. 5° século)

 

               Apenas o Cálice de Antioquia do século IV ou V, foi durante algum tempo considerado como o Santo Graal, mas nada se pode provar.

               Na Literatura romântica, a história a respeito do Santo Graal começou com o poema épico dos século XII, primeiro em França - Perceval, depois na Alemanha - Parzifal, e finalmente na Inglaterra com Sir Percyvelle ligado ao Rei Artur e aos cavaleiros da Mesa Redonda, popularíssima em toda a Europa, cujo tema são as aventuras do Santo Graal.

               Estas traduções abrangem um ciclo completo, chamado o «pseudo-Boron», que compreendia fundamentalmente três partes :

               I. A história de José de Arimateia, que recolheu e conservou no Graal o sangue de Cristo crucificado.

               II. A história de Merlim, o encantador, que anunciou o futuro da corte do rei Artur.

               III. A Demanda do Santo Graal, que conta a busca e a revelação do Graal ao cavaleiro escolhido, Galaaz ou Galahad.

               Estudando o texto da Demanda, que se encontra em cópia do século XV, o Prof. Rodrigues Lapa concluiu, por razões linguísticas, que ele reproduz uma tradução direta do francês realizada «o mais tardar no último quartel do século XIII», que seria portanto contemporânea da época áurea dos trovadores galego-portugueses.

               Esta teria sido a primeira tradução ibérica da obra francesa, sobre a qual se fez pouco depois uma tradução castelhana.

               Existe também uma tradução portuguesa do Livro de Josep ab Arimatía (Livro de José de Arimateia), primeira parte do ciclo do Graal, copiado no século XV de um texto português que traz a indicação de ter sido mandado fazer por João Sanches, mestre-escola de Astorga, em 1314.

               O narrador declara que está seguindo o texto de João Bivas, que teria sido o primeiro tradutor português de Roberto de Boro, o qual teria traduzido para francês um misterioso e miraculoso texto latino da história do Santo Graal.

               Na realidade, Roberto de Boron é o suposto autor de uma narrativa completa muito divulgada do ciclo arturiano, que os eruditos designam por «pseudo-Boron».

               Se o texto português da Demanda do Santo Graal é do último quartel do século XIII, João Bivas bem poderia ser o seu autor, tanto mais que o Josep ab Arimatia se apresenta como fragmento de um todo mais vasto, de que foi destacado para comodidade do leitor (última página do texto).

               Na biblioteca de D. Duarte, de que se conserva o catálogo, existe a colecção completa do Ciclo de Graal, que era muito lido, segundo vários indícios mostram, pelos cavaleiros da geração do Mestre de Avis.

               A tradução do texto da história do Graal exigia uma língua apta, não só à narrativa romanesca, mas à descrição, à notação psicológica, à eloquência bíblica e até à criação de atmosfera, especialmente à atmosfera de maravilha e expetativa do fim do mundo.

               Ainda hoje a leitura da versão portuguesa da Demanda e do José de Arimateia é cativante e absorvente.

               Encontramos aí uma combinação do ascetismo cristão, do espírito de aventura, do dinamismo de batalhas e duelos, de maravilhoso sobrenatural, de culto trovadoresco do amor e de anúncio messiânico, que justificam plenamente o interesse que esta obra suscitou em sucessivas gerações.

               Não admira que Nuno Álvares, o Condestável, tomasse Galaaz como modelo para a sua vida".(cf. Hist.port.Her.sar.vol.II).

               A lenda do Santo Graal envolve não só o Cálice da Última Ceia como também o Precioso Sangue, que o soldado romano Longinus teria recolhido quando trespassou o lado de Cristo na Cruz.

               Mas tudo isto não passa de uma pura e piedosa lenda sem nada que a possa comprovar.

               Em todo o caso, em Inglaterra, por efeito da História do Santo Graal ligada ao Rei Artur e aos cavaleiros da Mesa Redonda, conservam-se ainda muitas reminiscências que lhes fazem referência.

               Um livro publicado em 1995 In SEARCH of the HOLY GRAIL and the PRECIOUS BLOOD (Em busca do Santo Graal e do Preciso Sangue) de Ean and Deike Begg, começa por apresentar um mapa da Europa com o pretenso itinerário do Santo Gral e algumas fotografias de locais que se lhe referem, como :

               * Ruínas da Abadia de Glastonbury, a capital britânica do Graal.

               * Fundações do maior santuário britânico do Precioso Sangue.

               * Na Abadia de Neuvy-Saint-Sépulcre, o Abade mostra um relicário contendo o Precioso Sangue.

               * Numa janela da Catedral de Bourges, num vitral, o papa Sisto II entrega o Cálice da Última Ceia a S. Loureço, o mártir do Santo Graal, assado na grelha, cujo monumento está em Génova..

             * Neuschwanstein, o castelo ideal para o Santo Graal, mandado construir por Luís II em 1886.

               * Monumento a Wolfram Eschenbach, o autor do Parzival, na sua terra natal.

               * Na Basílica de Mântua está um monumento ao soldado romano Longinus, com os símbolos da sua missão.

               * Karlstei, o Castelo da Boémia, do Imperador Carlos IV, onde o Santo Graal teria estado até 1424.

               E todo este livro apresenta minuciosamente o suposto itinerário por onde andou o Santo Graal : Inglaterra, Escócia, Irlanda, França, Bélgica, Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Dinamarca, Áustria, Checoslováquia e Suíça.

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           Internacionalmente há um Movimento que adoptou este nome e que se chama

          MOVIMENTO GRAAL

É um Movimento Internacional de mulheres cristãs, cujos objectivos são o de proporcionar condições de valorização pessoal e educação permanente a mulheres de todas as condições sociais; estimular a contribuição das mulheres para a criação de novos modelos de vida em sociedade e em Igreja; promover a compreensão e a solidariedade entre mulheres de diferentes nacionalidades, raças e culturas; suscitar a introdução de valores de ordem ética e transcendental nas tarefas de ordem técnica, social e cultural.

Como Actividades específicas, têm programas de formação humana e cristã para moças e mulheres; animação e formação cristã de jovens; informação e debate sobre questões da actualidade; educação para o desenvolvimento e cooperação; celebração comunitária do ano litúrgico.

O Movimento nasceu na Holanda em 1921 e foi lançado em Portugal em 1957.

Publicações : "Folha Informativa" - semestral. "Terraço-Noticias" - semestral.                "Instantâneos-do-Muado" - Trimestral.

Sede : R. Luciano Cordeiro, 24-6°-A -1100 Lisboa. (Anuário Católico).