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Um fenómeno atual - "O Código da Vinci" PDF Imprimir E-mail

O livro “O Código da Vinci”, de Dan Brown apareceu na primavera de 2003 e desde aí já vendeu 40 milhões de exemplares; pode pois considerar-se um bestseller.

O enredo do livro já é sobejamente conhecido, mas convém recordar, em traços largos. Escreve o autor que Jesus casou com Maria Madalena e tiveram vários filhos. A sua descendência é o Santo Grial (sangue de rei = sangue real = Santo Grial).

Jesus confiou a Igreja a Maria Madalena, mas esta teve que fugir para França porque os apóstolos se lhe opuseram. Desde então o clandestino “Priorado de Sión” protege os descendentes e Jesus dos ataques da Igreja Católica e transmite os seus segredos em código secreto.

A novela começa quando uma comissão de cardeais pressiona o prelado do Opus Dei para que um dos seus membros assassine os últimos descendentes vivos de Jesus.

Isto já nos faz ver a que ponto pode chegar a imaginação de um escritor. Mas, continua. Do enredo se depreende que Jesus não pensava ser Deus, opinião partilhada pelos seus discípulos. A crença na divindade de Jesus foi imposta pelo imperador Constantino no Concílio de Niceia de 325. A Igreja, pois, baseia-se sobre uma grande mentira, pois Cristo era um homem corrente. Para ocultar a verdade a Igreja destruiu documentos, matou milhões de bruxas e manipulou as Escrituras.

É bom ter presente que se trata de uma obra de ficção onde as pessoas ligadas à Igreja são mostradas de uma forma odiosa. Contudo o autor na apresentação do livro escreve: “Todas as descrições de obras de arte, arquitectura, documentos e ritos secretos nesta novela são verdadeiros”. O que se passa na realidade é que o livro tem muitos erros de arte, de história, de religião e de cultura.

O livro como já referi tem sido lido por milhões de pessoas, muitas delas, talvez porque se considerariam diminuídas se não lessem o que toda a gente lê. Daí a divulgação da obra. Uma grande parte de ignorância aparece nisto tudo. Uma senhora, declarou que tinha uma neta que ia entrar numa Escola de Pintura e portanto entendeu que o livro seria muito próprio para ela! Ridículo, mas autêntico.

Para agravar a situação calamitosa que o livro criou, vai ser agora apresentado, no festival de Cannes no próximo dia 17 de Maio, um filme nele baseado. A estreia para o grande público está prevista para o dia 19 do mesmo mês. Segundo Newsweek esta produção de Holliwood dirigida por Ron Howard será o grande “sucesso de 2006”. Calcula-se que o filme será visto por 800 milhões de pessoas. Porque as imagens têm mais impacto que as palavras podemos imaginar o mal que tal filme (possível candidato a Óscar) poderá fazer no grande público que o vai ver sem discernimento, não distinguindo o que é ficção do que é realidade. Também os inimigos da Igreja não deixarão de aproveitar a ocasião para atacar a Igreja, mesmo em assuntos que não tenham nada a ver com o filme – puro oportunismo.

E os católicos interrogam-se: Que fazer perante tal situação? Pois “virar o feitiço contra o feiticeiro”, isto é, aproveitar a maré para falar de Cristo e da Igreja. Não adianta ficar só no escândalo que provoca em muitos católicos, mas reagir de forma serena e construtiva. Contra as dúvidas que podem surgir em muitas pessoas tem de se intensificar a catequese e aproveitar a curiosidade que tal situação apresenta para dar a verdadeira doutrina.

Pode ser também um bom momento para que católicos com um certo impacto na sociedade, como intelectuais, jornalistas, empresários, etc. se mobilizem e vivam a sua fé de um modo mais responsável.

No site www.opusdei.org podemos encontrar abundante informação acerca do filme; entre outras coisas, a carta do Gabinete de Informação do Opus Dei do Japão. Essa carta foi dirigida à Sony que produziu o filme e nela se tenta repor a verdade com muita cordialidade e elegância. E novamente aqui “o feitiço se voltou contra o feiticeiro”, pois que muita gente que nunca tinha ouvido falar do Opus Dei, agora quer ser informada e para tal o referido Gabinete põe-se à disposição.